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Prisão preventiva

Josefa Cunha
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Para adovogado de Izzo, retorno à Prefeitura é praticamente impossível

Para advogado de Izzo, retorno à Prefeitura

é praticamente impossível

Texto: Josefa Cunha

Embora atue como advogado de Antonio Izzo Filho apenas na esfera cível, Ailton Gimenez, que assessora o prefeito afastado desde a cassação, acha que a prisão preventiva decretada na tarde de ontem pelo Tribunal de Justiça torna praticamente impossível o retorno de seu cliente ao comando da Prefeitura de Bauru. Em sua opinião, a decisão do TJ terá peso -negativo - no julgamento dos processos e recursos que poderiam reconduzi-lo ao cargo novamente.

O próprio Gimenez admite que a situação de Izzo Filho, que já era difícil, ficou ainda mais complicada com o pedido de prisão deferido pelo desembargador 2.º vice-presidente do TJ, Djalma Lofrano. Segundo ele, as decisões aguardadas no campo civil dificilmente irão confrontar com a deliberação criminal. "Como vão permitir a volta de um prefeito que teve sua prisão decretada?", questionou, em tom de resposta. "As chances e a expectativa de retorno são, agora, bastante reduzidas", acrescentou.

Quase que num desabafo, o advogado lamentou o fato de tomarem como verdade absoluta todos os fatos e comentários a respeito de Izzo Filho. "Ninguém é santo, mas tudo o que é dito hoje contra o Izzo é tomado como verdade indiscutível. Há verdades, mas muitas coisas que foram oficialmente registradas não são verdades. Esse episódio dos atentados, por exemplo, está cheio delas", afirmou.

Por não advogar na área criminal, Gimenez reservou comentários a respeito da melhor saída para Izzo neste momento. Em sua opinião, deixar-se prender ou esconder-se durante julgamento de um provável pedido de habeas corpus

é uma decisão estritamente pessoal. "Não opinaria nesse sentido. Me limitaria a expor quais os instrumentos jurídicos possíveis. Trata-se de uma questão muito delicada." O advogado criminal do prefeito afastado, Alberto Zacharias Toron, entretanto, opina pela não-apresentação de Izzo Filho até que saia decisão sobre pedido de habeas corpus.

Ainda que vislumbrando poucas chances de vitória para Izzo Filho, Ailton Gimenez garante que o defenderá até o fim. "Estabeleceu-se entre nós um profundo vínculo e eu, até por questões éticas, nem poderia abandonar o barco a uma altura dessas. Continuarei atuando com o mesmo empenho. Com relação à Comissão Processante, por exemplo, que irá certamente cassá-lo novamente, já estou com tudo pronto para recorrer. Se vamos usar isso ou não, será o Izzo quem vai decidir", disse.

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