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Nova prisão preventiva

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Justiça decreta novo pedido de prisão de Izzo

Justiça decreta novo pedido de prisão de Izzo

Texto: Nélson Gonçalves

Desembargador Djalma Lofrano atende a mais uma solicitação da Delegacia Seccional de prisão contra prefeito afastado

O prefeito afastado Antonio Izzo Filho (PPB) está com dois mandados de prisão decretados pela Justiça a partir de ontem à noite. O vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Djalma Lofrano, determinou que Izzo Filho seja preso preventivamente também em relação ao inquérito policial que apurou a autoria dos atentados contra vereadores. Izzo é colocado como mandante dos atentados. O primeiro pedido de prisão foi determinado com base na denúncia de extorsão contra a ECCB, empresa permissionária do transporte coletivo em Bauru.

O desembargador Djalma Lofrano também atende à solicitação policial de prisão preventiva dos seis acusados de participação ou autoria nos atentados com bombas incendiárias. Assim, permanecem presos os seguranças de Izzo, Djalma Duarte Gonzaga e Roberto Carlos Thomaz, o mototaxista Fábio Souza Fernandes, o ex-assessor da Regional do Mary Dota, Nivaldo Aparecido da Silva, o ex-assessor da Cohab-Bauru, Lourival Dadamos e o pedreiro contratado Alexandre Humberto dos Santos. Com os mandados de prisão expedidos ainda ontem à tarde, a Polícia Civil conseguiu evitar que os indiciados fossem colocados em liberdade.

A segunda prisão preventiva contra Izzo Filho, bem como em relação aos seis acusados, foi solicitada pela Delegacia Seccional de Bauru, subscrita pelo Ministério Público, através do procurador de Justiça Alberto de Oliveira Andrade Neto. O delegado assistente Edson Cardia defendeu, em sua representação, que, solto, Izzo Filho traria insegurança na comunidade e teria condições de "aterrorizar os acusados". Cardia expõe a necessidade da garantia da ordem pública, da instrução processual e do cumprimento da lei penal. O procurador de Justiça, Alberto de Oliveira Andrade Neto, amplia que "a autoridade policial encaminha o inquérito instaurado para apuração da autoria de uma série de atos criminosos perpetrados contra o patrimônio de cidadãos bauruense".

O inquérito policial detalha os atentados realizados contra as residências dos vereadores Erlon Vinícius Torquato Junqueira, Luiz Carlos Valle, Luiz Roberto Relvas dos Santos, Rubens Spíndola, além dos disparos com arma de fogo feitos contra o veículo da assessora parlamentar de Lucrécio Jacques e do técnico de som Luiz Carlos Castro. Por último, foi citado a tentativa de incêndio contra o escritório do advogado Sérgio Mangialardo, ex-advogado da ECCB.

Para a Delegacia Seccional e procuradoria de Justiça do Estado, o prefeito afastado Antonio Izzo Filho, com o objetivo de promover represálias contra terceiros, organizou "uma verdadeira quadrilha de malfeitores, estruturada e organizada dentro da própria administração municipal". No processo está demonstrado que foram contratados com cargos de confiança na Prefeitura Municipal Djalma Duarte Gonzaga e Roberto Carlos Thomaz, além de Nivaldo Aparecido da Silva e Lourival Dadamos. "Em seguida, foi promovida a transferência dos dois seguranças os quais passaram a ser seus ajudantes-de-ordens diretos. Izzo escolhia sua vítimas e ordenava o que deveria ser feito contra elas para Djalma e Roberto, cabendo a estes a organização e realização das atividades de execução", está escrito no relatório apresentado ao Tribunal de Justiça.

Extorsão contra ECCB

O primeiro inquérito policial que levou ao pedido inicial de prisão preventiva contra Izzo Filho foi baseado na denúncia de extorsão contra a ECCB. O prefeito foi afastado do cargo em ação de responsabilidade civil por improbidade administrativa, através de decisão liminar do juiz da 3ª Vara Cível do Fórum de Bauru, Mauro Ruiz Daró.

Nesta ação, Antonio Izzo Filho também teve os bens bloqueados junto com o ex-presidente da Emdurb, André Luiz Torrens. Pela denúncia, Izzo Filho teria obtido cerca de US$ 1,330 milhão do esquema de extorsão, enquanto Torrens R$ 630 mil. O prefeito recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado contra o afastamento do cargo. O caso está sendo analisado pelo desembargador Jovino de Sylos Neto.

Já neste segundo inquérito, que motivou novo pedido de prisão preventiva, Izzo Filho é acusado de mandante de atentados contra vereadores, além de planos que incluía disparos contra jornalista o juiz aposentado e vereador Antonio Carlos Garmes e, por último, intenção de assassinar o juiz Mauro Ruiz Daró e o promotor Carlos Roberto Simioni.

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