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Redação
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Zôo de Bauru é um dos cinco zoológicos escolhidos para abrigar cervos do Pantanal

Zôo de Bauru é um dos cinco zoológicos escolhidos para abrigar cervos do Pantanal

O Zoológico Municipal de Bauru figura entre os cinco locais em todo o Estado autorizados a abrigar e manter cervos do Pantanal, provenientes da região de Porto Primavera. A inundação das áreas de várzea e alagados, por causa da usina, pode estar comprometendo a vida de mais de mil cervos da espécie, em razão da represa gerada por mais um complexo hidroelétrico construído na bacia do rio Paraná, conta o diretor do Zôo, Luiz Antonio Pires.

O casal de cervos do Pantanal foi trazido ao zoológico bauruense em novembro passado, permanecendo isolado para adaptação. Agora está incorporado ao novo habitat e liberado à visitação pública, no Zoológico Municipal. Eles podem ser vistos no setor de Cervídeos do Parque, ao lado de espécies como cervo-dama, cervo-nobre e veado catingueiro, no bloco de recintos localizado em frente à represa do Zoológico.

De acordo com Pires, está sendo verificado um aumento de espécies de cervídeos brasileiros em extinção, em particular a espécie do "Pantanal". antes da inundação e para minimizar o problema em Porto Primavera, foram realizados estudos de impacto ambiental, na tentativa de descobrir a população de cervos existente no local. Foram apontados mais de mil animais, mas salvos apenas 67 cervos.

Um grupo de técnicos brasileiros e estrangeiros levantou a gravidade do problema e efetuou estudos para equacionar o procedimento mais adequado na preservação da espécie resgatada da região, constituindo-se em um dos últimos grupos de cervos do Pantanal a viverem no Estado de São Paulo, conta Pires. O resultado foi a decisão de eleger os locais adequados ao manejo dos animais e reprodução da espécie em cativeiro, que, além de universidades e outros locais específicos, são os Zoológicos de São Paulo, Belo Horizonte, Bauru, Curitiba, São Carlos e Sorocaba.

O casal de cervos do Pantanal chegou Bauru em novembro passado. Pires explica que, sendo espécies capturadas da natureza, os animais permaneceram isolados do público para se habituarem às condições do cativeiro, cercados com tela e vistos pelo público. "Agora eles estão mais calmos, o macho atingiu a puberdade e, pelo porte, a fêmea também é animal jovem", destaca Pires.

Mas o trabalho não se resume aos cuidados com a adaptação dos cervos no Zoológico. Ele vai somar-se, conforme o seu diretor, ao trabalho idêntico de um grupo de técnicos, destinado a criar propostas sobe a manutenção dos cervos em cativeiro, a partir do desenvolvimento das técnicas empregadas em cada local.

Neste sentido, o Zôo de Bauru participa de um encontro, entre 17 e 19 de março, na Unesp de Jaboticabal, com a participação de todos os técnicos envolvidos no manejo dos animais e seu comportamento a partir das novas condições de vida. A preocupação paralela é que existem ainda mais de mil cervos do Pantanal abandonados à própria sorte, na região de Porto Primavera, que fugiram durante a inundação e podem morrer por não encontrarem a proteção das áreas de várzea, durante ataques de predadores naturais.

O Zoológico de Bauru está entre os cinco capacitados para trabalhar com os cervos do Pantanal porque já detêm know-how na reprodução com sucesso em cativeiro, de espécies praticamente extintas da fauna brasileira como o mico-leão-dourado; mico-leão de cara dourada, mico-preto, jaguatirica, arara azul, lobo guará e, agora, o cervo do Pantanal.

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