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Movimento estudantil

Andréia Alevato
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Diretório acadêmico faz assembléia reivindicatória

Diretório acadêmico faz assembléia reivindicatória

Texto: Andréia Alevato

Ontem, o Diretório Acadêmico da Unesp (Dadica) realizou dois atos, um de manhã e um à noite, em protesto a situação dos estudantes da faculdade. O ato foi uma performance teatral que culminou num cortejo fúnebre.

Segundo Renina Sangermano Valejo, coordenadora do Dadica da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac), o objetivo da performance teatral é chamar os alunos para a assembléia que será realizada hoje, às 18 horas, na sala 17

(próxima a Cantina) da Unesp.

Na assembléia de hoje, serão discutidos os problemas da Universidade e quais serão as posturas adotadas pelos alunos.

"Vamos discutir como vamos nos posicionar frente as prioridades da Reitoria, aos cortes que estão vindo, a não prioridade da Reitoria de assistência ao estudante, o corte da Bolsa PAE (Plano de Auxílio ao Estudante), entre outros assuntos", completou Renina.

Outra reivindicação do Dadica será a não contratação de professores efetivos e sim, a contratação de professores conferencistas.

"Esses professores não têm dedicação exclusiva com a faculdade e prejudica os próprios critérios da faculdade, que são "pesquisa, extensão e ensino". Esses professores conferencistas só são ligados à questão do ensino, porque só suprem uma carga horária de aulas. A faculdade afirma também falta de verba, por isso cortaram até a assinatura do jornal, mas, no ano passado, eles reformaram a portaria da faculdade. Para isso eles têm verbas, mas para construir moradia de estudantes ou assinar um jornal eles afirmam que não têm", protestou.

A coordenadora do Dadica disse ainda que Bauru é o maior câmpus da Unesp e o que está em situação mais precária.

"Bauru é o maior câmpus da Unesp e o mais precário. Tem câmpus muito menor e que tem moradia para estudantes. Precisamos de auxílio. Até a Bolsa PAE foi cortada. Eu mesma, sem essa bolsa tenho que trancar a faculdade, porque meus pais estão desempregados e não podem me bancar aqui. Eu faço uns bicos, porque não consigo encontrar trabalho fixo, mas preciso da Bolsa. E minha situação não é única", afirmou.

Renina informou que o ato foi uma mobilização artística também, já que foi realizado num espaço físico, construídos por alunos, que continha esculturas dos mesmos.

"Aqui na Unesp nós não temos Centro de Cultura, então não se tem espaço para se trabalhar a arte e a cultura. Nós contruímos esse espaço, com bambus e colocamos esculturas com gesso e com latas. E, nas férias, a Direção da faculdade retirou tudo e jogou no lixo. Tentamos reivindicar, mas não fomos ouvidos. Colocamos umas cruzes no local, mas elas foram retiradas no mesmo dia. A gente não tem a liberdade de se expressar aqui dentro e a Universidade não estimula os atos culturais", finalizou Renina.

A diretora do câmpus de Bauru, Cleide Costa Biancardi, estava em reunião e não pôde atender a equipe jornalística do JC, até o fechamento dessa edição.

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