Geral

Sátiras

Broncolino
| Tempo de leitura: 3 min

Broncolino o primeiro a rir das últimas

Broncolino o primeiro a rir das últimas

IZZO FINALMENTE FOI CASSADO. A CONDIÇÃO DE CASSADO PROCURADO, FAZ DE IZZO UM ERRADO ERRANTE.

Os tribunais regionais eleitorais estão pedindo o fim da reeleição e do voto obrigatório.

É que, segundo mandato, o eleito se sente cansado do descanso do primeiro mandato. Vai daí, achar que deve descansar. Vai daí, aproveitar para relaxar.

Já no voto não obrigatório, também têm razão os senhores da dona Justa eleitoral. O sujeito que vota porque gosta de votar, cumprindo seu dever cívico com critério, escolhendo bem seus candidatos, acaba elegendo bons representantes. Não os

"brancos elefantes".

A votação obrigatória precisa urgentemente ser extinta, para excluir aqueles que não queiram, não gostam de votar. Porque, ao continuar a votarem os alheios à medida, cada vez mais os eleitos vão formando no grupo do Ali Babá e os 40 ladrões, como ocorre em São Paulo e ocorreu em Bauru.

E por falar nisso, o Supremo Tribunal de Justiça de São Paulo negou liminar em pedido de habeas-corpus para o ex-prefeito de Bauru, Antonio Izzo Filho. Nada de liminar. Quer eliminar.

Aliás, a cassação de Izzo pela Câmara Municipal, foi votada ontem. O relatório de leitura suada, da Comissão Processante, foi causticante, em denunciante com muita agravante. O bastante para deixar Izzo distante, sem atenuante. O que faz o errado continuar errante.

O relatório da Comissão Processante, com 1.300 páginas, fechou-se. E fechou também, em definitivo, a volta de Izzo à Prefeitura. Logo ele, que havia prometido governar com as portas da Prefeitura abertas, para ele estão fechadas. Por ter feito uma administração só de fachada.

A última página do relatório, acusando-o e cassando-o, ao ser lida e concluída a sua leitura, fez de Izzo uma "página virada", na história de Bauru. Capítulo inesquecível da vida bauruense. E, por esse capítulo, Izzo capitulou.

O relatório, sem dúvida, marca um período degradante na vida da cidade. E também um alerta ao eleitor para as futuras eleições. Que busque sempre os argumentos de pessoas sérias. Não o "canto das sereias".

Conforme havia anunciado, o advogado de Izzo, Ailton Gimenez, não compareceu à Câmara para defendê-lo. Naturalmente, cansado de "dar murro em ponta de faca", concluiu: "Como defender o indefensável?" Talvez de saco cheio, deve ter enfiado a "viola no saco".

O vice-prefeito Nilson Costa, na condição de prefeito em exercício, está no Rio de Janeiro. Não deve ter chegado a tempo para assumir o cargo em definitivo. Legitimado e sacramentado. Talvez tenha voltado cansado, de ter viajado e de tanto ser empossado. E como choveu muito no Rio, o empossado voltou "ensopado".

Enquanto aqui os vereadores tratavam de botar o Izzo pra fora, o prefeito em exercício esteve no Rio, para ver se conseguia a estação da NOB, que está desativada. Se conseguiu, não se sabe. Mas, com a cassação do Izzo, acaba de sair o primeiro "trem".

A pergunta maior, ainda paira no ar. Por onde andará o ex-prefeito Izzo Filho? Uns, falam que ele tirou o bigode e pintou o cabelo de branco. Outros ainda, dizem que ele está disfarçado de mulher, mudando o nome para Izzabela...

E-mail: Erro! Indicador não definido.

Comentários

Comentários