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Ferroviários

Luciano Augusto
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Ferroviários faz pauta nacional de reivindicações

Ferroviários faz pauta nacional de reivindicações

Texto: Luciano Augusto

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru e Mato Grosso do Sul esteve presente na reunião com a Federação Nacional Independente de Trabalhadores sobre Trilhos, na quinta feira, em Belo Horizonte, Minas Gerais, juntamente com outros 16 sindicalistas de todo o Brasil. Na ocasião, foi elaborada uma pauta nacional de reivindicações, que será apresentada para as operadoras privadas, no dia 30 de março.

De acordo com Adel Daher Filho, diretor executivo do sindicato,

"essa pauta foi elaborada para ser discutida em nível nacional, por todos os sindicatos que compõem a federação, negociando em conjunto com as empresas operadoras".

A pauta foi fechada com 92 ítens que deverão ser trabalhados junto às empresas. Daher Filho, destacou os mais polêmicos e que deverão suscitar mais discordâncias e dificuldades no ato da negociação: fica estabelecido um piso mínimo de quatro salários mínimos para a categoria, os aumentos de salários devem ser reais

(com a reposição das perdas com inflação, por exemplo), estabilidade no emprego, estabilidade no emprego, cumprimento integral do Plano de Cargos e Salários (PCS) e do Plano de Benefícios e Vantagens (PBV), redução da jornada de trabalho sem redução dos salários pagos, manutenção dos direitos adquiridos, fim da terceirização de alguns serviços e reintegração dos dirigentes sindicais demitidos (em Bauru, por exemplo, houve a demissão de um dirigente sindical, com a chegada da Novoeste).

Uma pauta similar a esta já foi elaborada no ano passado. Entretanto, como salienta Daher Filho, "este ano estamos reiterando essas reivindicações e, principalmente tentando negociar e fazer com que todas as operadoras privadas sentem na mesa para negociar". O sindicalista avaliou como grandes as chances de surgir um acordo entre as partes.

Hoje, segundo Daher Filho, a situação dos ferroviários

é preocupante. Ele diz que com as privatizações, as empresas começaram a demitir, assim como qualquer outra empresa e dá um exemplo: "isso está acontecendo com a Fepasa, que desde a privatização, demitiu mais de 3 mil funcionários".

A justificativa dada pelas empresas recai sobre os problemas econômicos vividos pelo País, onde um dos fatores mais drásticos

é a redução de custos. A a redução de custos para o capital, conclui o diretor executivo do sindicato dos ferroviários, "quer dizer demissão e este

é o principal problema da categoria".

Ferroviários da Paulista

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Paulista, iniciaram esta semana, com a Ferroban, as negociações em relação ao contrato coletivo e reajuste salarial.

Os ferroviários reivindicam a renovação do atual Contrato Coletivo de Trabalho (CCT). Na cláusula econômica, os trabalhadores querem 5,23% de reposição salarial.

Para o presidente do Sindicato dos Ferroviários da Paulista, Waldemar Raffa, "a proposta do CCT é apropriada pois o contrato atual é bastante abrangente e é adotado pela ferrovia há anos". Já no tocante à questão econômica, o sindicalista considera que, apesar de estar abaixo das necessidades dos trabalhadores, o índice

é coerente pois, além de coincidir com os valores sugeridos por políticos do próprio Governo para aumento do salário mínimo, é inferior à inflação do período (de janeiro de 98 a janeiro de 99).

Representantes dos ferroviários marcaram nova reunião para o dia 25 de março, quando os representantes da Ferroban apresentarão as propostas da empresa.

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