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Construção civil

Redação
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Recuo na construção civil é proporcional em Bauru

Recuo da construção civil é proporcional em Bauru

A queda de 3,4% no nível de empregos das indústrias da construção civil de fevereiro em relação ao mês de janeiro divulgada pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil (SindusCon) esta semana foi proporcional na cidade em todos os segmentos que o setor mobiliza. Esta é a afirmação do diretor adjunto do SindusCon de Bauru, Arthur José Costa Sampaio, 35 anos.

Os números do SindusCon indicam o menor nível de empregos na construção civil nos últimos dois anos. Os motivos, segundo Sampaio, são os mais diversos, mas todos estão ligados ao atual quadro na economia brasileira e a falta de incentivos por parte do Governo Federal.

A abertura de linhas de créditos, segundo Sampaio, é uma das atitudes que o Governo Federal deveria tomar para incentivar o setor. Para o diretor adjunto do SindusCon, motivos para se investir na construção civil é o que não faltam.

O primeiro a ser destacado por ele é o fato da construção civil, que engloba a indústria e a construção de fato, mexer com cerca de 19% do Produto Interno Bruto (PIB) anualmente. Outro destaque de Sampaio é em relação ao caráter social que a construção tem no sentido de ligar com a moradia e o desenvolvimento.

O fato de ser um dos setores que mais abriga mão de obra considerada desqualificada para os atuais padrões do mercado de trabalho, juntamente com a agricultura, também é justificativa suficiente para o investimento, na opinião de Sampaio.

Outro motivo destacado por ele é que 95% dos produtos das indústrias da construção civil, diferentemente de vários outros setores, são nacionais, feitos com matéria-prima brasileira.

A incerteza no futuro da economia brasileira faz com que os investimentos da iniciativa privada sejam suspensos temporariamente. Em Bauru, o fenômeno é similar. Mesmo com a manutenção relativa do nível de preços dos materiais de construção civil desde a desvalorização cambial, segundo Sampaio, a retração é evidente e merece mais atenção das autoridade competentes.

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