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Viciados em chocolate

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 2 min

"Substituir é a alternaticva", diz nutricionista

"Substituir é a alternativa", diz nutricionista Texto: Adriana Rota

Os "chocólatras" ou "chocomaníacos" precisam procurar, o quanto antes, uma forma de substituir o produto por alimentos mais naturais, como frutas, por exemplo.

Segundo a nutricionista Sylvia Tosi, ninguém está proibido de comer o bom e velho chocolate, mas seu consumo deve ser moderado. "A associação do açúcar e da gordura rende cerca de 466 calorias em apenas 100 gramas, o que corresponde, praticamente, a um almoço com arroz, feijão, bife e um legume", disse.

Além do risco de ficar com aquelas gordurinhas indesejáveis, a substituição de outros alimentos pelo chocolate, devido à praticidade para adquiri-lo e à energia quase imediata que fornece, leva a uma dieta sem balanceamento, que pode incorrer em sérios problemas de saúde.

"A substituição é dificílima, sendo necessária muita força de vontade".

A maioria das crianças que chegam ao consultório de Sylvia sofrem do problema da obesidade. Fanáticas por chocolate em todas as suas apresentações, muitas vezes nem chegam a experimentar outras alternativas. "O leite, por exemplo. Como desde bebê a criança já toma com achocolatado, a associação que ela faz

é de que o leite é escuro por natureza, não desenvolvendo o paladar para outro tipo de mistura. Você pergunta se ela gosta de leite, responde que sim. Quando pergunta como, a criança espanta-se, como se não houvesse outro que não o de chocolate".

O tratamento de reeducação alimentar acaba tendo de ser aplicado em toda a família. A substituição deve ser gradual, até que se possa ficar sem ou comer apenas de vez em quando.

Embora haja controvérsias, há também quem diga que a ingestão de muito doce durante a gestação leva o filho a desenvolver gosto exagerado pela coisa. Independente disso, o fato de ver a família consumindo em excesso ou mesmo o estímulo das propagandas, introjeta uma espécie de necessidade de consumo do chocolate, que precisa ser controlada.

"Eu sugiro que na Páscoa, por exemplo, tente-se negociar com a criança a troca do ovo por uma roupa. Costuma funcionar", ensinou.

A nutricionista salientou, ainda, que é preciso tomar muito cuidado com os chocolates dietéticos, aparentemente inofensivos, mas que, apesar do baixo teor de açúcar, possuem muita gordura.

E recomendou: "Dos males, o menor. Se não tiver como ficar sem, melhor deixar de lado aqueles cheios de amendoins, amêndoas, castanhas, coco e coisas do tipo, que são perigosíssimos, e dar preferência ao chocolate ao leite", finalizou.

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