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Privatização

Paulo Toledo
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Superintendente acredita na privatização do BB

Superintendente acredita em privatização do BB

Texto: Paulo Toledo

"O Banco do Brasil será privatizado, sim, não sei quando. Pode ser amanhã, no ano que vem, dentro de três anos, mas vai, é só questão de tempo". A afirmação é de Edgar Mendes Batista Júnior, 46 anos, superintendente estadual da Área de Planejamento e Logística do Banco do Brasil, para quem o assunto deve ser discutido de forma transparente.

Batista Jr. disse que a privatização do BB era tratada como tabu até há alguns anos. Porém, desde 1994, quando Paulo César Ximenes assumiu a diretoria da instituição, implantou-se uma mentalidade de profissionalização dos empregados, com pagamento de cursos, inclusive superiores, dando condições para que possam disputar o mercado de trabalho com ou sem a privatização do banco.

O superintendente estadual disse que a grande preocupação

é com a comunidade, já que a privatização do BB ou da Caixa Econômica Federal (CEF) atinge diretamente a sociedade. Segundo ele, hoje, o BB é o único banco a financiar a área agrícola no Estado de São Paulo. além disso, desempenha o papel de "banco de confiança" do governo para diversas operações, inclusive compra e venda de dólar para regular o câmbio.

"Se encontrar um caminho alternativo, então pode privatizar", afirmou.

Batista Jr. diz que, numa privatização o BB passaria a ser mais um no mercado. Ele disse acreditar que o ano de 1999 será bastante complicado para o BB e para todas as instituições financeiras, em razão do processo de recessão que está em andamento. Para ele, o pior é o crescimento do risco de inadimplência, obrigando o banco a ser muito mais cuidadoso na concessão de crédito. "Isso nos preocupa, porque é um produto que usamos e é dele que sobrevivemos", afirmou.

Para ele, o momento é do Banco do Brasil mostrar que é uma empresa muito competitiva no mercado. Para 99, a instituição quer ampliar sua base de clientes, que chega atualmente a 1,7 milhão de contas no Estado. Batista Jr. diz que esse número

é pequeno em relação aos 30 milhões de habitantes de São Paulo, ou seja, representa 5,7% do total. Para obter esse crescimento, o BB está apostando em melhorar o atendimento à comunidade. Desde o ano passado, foram contratados 900 trabalhadores para atendimento nas salas de auto-atendimento. "Para nós, o atendimento é prioridade neste ano. Vamos buscar ampliar os negócios com empresas, também", afirmou.

Batista Jr. destaca que o BB vai buscar reduzir as tarifas bancárias. Para ele, a cobrança das tarifas é fundamental para o funcionamento de todos os bancos. No Banco do Brasil, responde, atualmente, por 40% da cobertura das despesas administrativas, que chegam a R$ 80 milhões por mês.

No ano passado, a Previdência Privada foi um dos destaques da instituição, que vendeu 33 mil planos, no Estado de São Paulo, somente em outubro. A capitalização

é outro produto que vem recebendo ênfase, juntamente com os seguros (de vida, residencial, de autos, etc).

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