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Descarrilamento

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 2 min

Mais de 7 mil itros de combustível se perdem em descarrilamento

Mais de 7.000 litros de combustível se perdem em descarrilamento

Texto: Ricardo Polettini

Nove vagões de uma composição que transportava combustível descarrilaram na manhã de ontem, por volta das 11h30, a três quilômetros do município de Presidente Alves (63 quilômetros de Bauru). A Novoeste calcula que pouco mais de 7.000 litros de combustível tenham se perdido.

Os vagões ficaram tombados às margens da linha da Novoeste, interrompendo temporariamente o tráfego de trens. A via deve ser totalmente liberada ainda hoje.

A composição, com um total de 89 vagões, seguia para Campo Grande, levando gasolina e óleo diesel. Ainda não se sabe o que teria ocasionado o acidente.

De acordo com o Engenheiro Superintendente de Transportes da Novoeste, Sérgio Zulian Cardoso, 44 anos, a companhia já está investigando as possíveis causas do descarrilamento. "Existem três possibilidades, falha na via permanente (trilhos e dormentes), falha mecânica na própria composição ou em algum vagão, ou ainda erro funcional (falha humana)".

Recuperação

Desde a tarde de ontem técnicos e funcionários da ferrovia trabalham no local a fim de liberarem a via. O primeiro passo será o baldeamento do combustível para outros vagões. Só depois, com os tanques vazios, guindastes retirarão os vagões do leito da via.

A Novoeste irá arcar apenas com os prejuízos da via permanente, já que os vagões pertencem a distribuidoras de combustível. Cada vagão custa em torno de 50 mil reais.

Uma equipe do Corpo de bombeiros de Bauru foi acionada a fim de previnir que o combustível derramado causasse uma explosão.

Em situações como essa, os bombeiros utilizam espuma química, que retém os vapores de combustível, diminuindo o risco de incêndios e explosões que poderiam ser causados com o calor.

Cada vagão tem capacidade para transportar 35 mil litros de combustível. Em dois deles foram constatados vazamentos considerados pequenos.

No maior deles, calcula-se que um quinto do total de sua capacidade

(7.000 litros de combustível) tenha se perdido. No outro, cerca 500 litros foram derramados.

Embora nas margens do trilho haja plantações de cana e milho, o engenheiro da Novoeste descartou a hipótese de consequências ambientais graves. "Não foi um grande vazamento, mas mesmo assim, há a preocupação com essa questão. Amanhã (hoje), técnicos ambientais farão uma avaliação melhor do local", afirmou Sérgio Zulian.

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