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Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 2 min

MST diz que mais de 300 famílias estão acampadas no Horto Florestal

MST diz que mais de 300 famílias estão acampadas no Horto Florestal

Texto: Andréia Alevato

Aproximadamente, 320 famílias estão acampadas no Horto Florestal de Aimorés (divisa entre Bauru e Pederneiras), segundo as informações de Adailton Manoel da Silva, da direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST).

Ele afirmou que as famílias, de várias regiões do Estado, continuam chegando, mas que o Movimento ainda não fez a contagem exata, depois da ocupação.

"Nós estamos passando nos bairros e convidando as famílias para acamparem no Horto de Aimorés", disse Silva.

O integrante do movimento afirmou que o MST está sendo muito apoiado pelos sindicatos, e que mais

esta semana, mais ocupações serão feitas em todo o Estado.

"Essa é uma meta do MST, em nível de Estado e Nacional, de realizar várias ocupações de terra e reocupações em fazendas", completou.

Na presença da Polícia Florestal, os sem-terra estão cortando varas de Eucalipto, para que as barracas pudessem ser armadas.

"Não estamos depredando a área e nem utilizando a água. Por isso, quero aproveitar e pedir para a Prefeitura ou o responsável pela água em Bauru, se puder contribuir, que leve água para as famílias que estão acampadas", pediu. "Queria aproveitar também e denunciar que policiais vieram até o acampamento e ficaram fazendo piadinhas com os acampados. Não consegui anotar nem as placas das viaturas e nem os nomes dos policiais. Aqui, são apenas trabalhadores e não bandidos, que querem trabalhar", afirmou.

O capitão Américo Martins, comandante interino do 27º. BPM-I, de Jaú (responsável pelo Horto Florestal de Aimorés), disse que a Polícia Militar está aguardando a decisão judicial de reintegração de posse do Grupo Votorantin para tomarem as providências.

"É preciso se cercar de muitos cuidados. É necessário a presença de assistente social e ambulância no local. Não é simplesmente chegar lá e ir retirando as famílias", completou.

Vários hortos florestais foram desapropriados pelo Instituto Tecnológico do Estado de São Paulo (Itesp). O horto de Aimorés pertencia à Fepasa e estava arrendada

à VCP, empresa do Grupo Votorantin, para extração de madeira (o horto é formado por eucalíptos). Adailton Silva disse que o prazo da VCP para a extração de madeira do local já acabou e a área deve ser destinada

à reforma agrária.

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