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Redação
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Universitários páram Unesp em protesto

Universitários páram Unesp em protesto

O Movimento Estudantil da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) está preparando uma paralisação geral do campus de Bauru, amanhã. Suzana Marcolino, uma das organizadoras do movimento, diz que o objetivo é mostrar

à sociedade o atual sucateamento da universidade por parte do Governo do Estado. Além disso, os estudantes querem cobrar da direção do campus e da reitoria o que definem como "submissão" ao atual governo, diante das medidas que vêm sendo adotadas até aqui, principalmente no que se refere ao corte de gastos.

O movimento destaca que o percentual de arracadação total de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destinado às três universidades estaduais (Unesp, Universidade de São Paulo - USP - e Universidade de Campinas - Unicamp) corresponde a 9,57%. Deste número, são repassados 2,3447% ao conjunto de 15 câmpus da Unesp.

"Proporcionalmente à queda da arrecadação de ICMS provocada pela crise econômica, deu-se a queda do orçamento bruto repassado às universidades. Seguiu-se um corte lancinante de dois terços das verbas administrativas e operacionais, provocando a redução de bolsas de assistências aos estudantes carentes, de iniciação científica (Fapesp e CNPq) e a suspensão de verbas de projetos culturais", indigna-se o Movimento Estudantil.

"A partir deste ano, os diretórios acadêmicos das três faculdades do campus de Bauru (Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Faculdade de Engenharia e Faculdade de Ciências) estão absolutamente sem recursos oficiais. Procuram sobreviver com promoções."

O Movimento ressalta que mais trágica é a carência de salas de aula e professores contratados em regime de dedicação exclusiva. Suzana Marcolino destaca que a Unesp perdeu 900 professores e não há previsão de reposição.

"A Unesp passou a contratar unicamente professores conferencistas, sem vínculo empregatício, produção de pesquisa e hora especial de atendimento a alunos e orientados", lamenta.

Suzana destaca que a sociedade perde com isso. Ele destaca que, apesar de precário, o serviço prestado pela universidade

é importante. "As universidades ainda são os grandes pólos de pesquisa científicas do País e isso tudo vem sendo cortado", alerta.

O Movimento Estudantil da Unesp acredita que, sem a mudança das leis relativas ao repasse de verbas, em menos de dois anos a Unesp não precisará ser levada a leilão para tornar-se uma empresa privada sem compromissos sociais. "Ela se tornará inviável e, conseqüentemente, invendável."

Atividades

Suzana Marcolino não soube dizer se outros campi da Unesp vão estar fazendo paralisações amanhã. Segundo ela, cada unidade preparou sua própria atividade. Em Bauru, as atividades serão paralisadas às 8 horas. As atividades para o dia não foram totalmente definidas.

Às 17 horas sai uma passeata rumo ao centro da cidade, com a participação de sindicatos locais. O Movimento Estudantil acredita na adesão dos cerca de 3 mil alunos do campus de Bauru.

Para depois de amanhã, segundo Suzana Marcolino, está prevista a realização de um ato na Praça Rui Barbosa. Central Única dos Trabalhadores e Sindicatos vão protestar contra a atual política implementada pelos Governos do Estado e Federal.

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