Legião Mirim se adapta à nova legislação do trabalho infantil
Legião Mirim se adapta à nova legislação do trabalho infantil
Texto: Márcia Buzalaf
Na busca da adequação às novas exigências sobre o trabalho infantil editadas pela Emenda Constitucional n.º 20 - em que menores entre 14 e 16 anos não podem trabalhar a não ser em caráter de aprendizado - a Legião Mirim passou a se chamar Escola de Cidadania e Labor Social, com a preocupação principal focalizada na formação do indivíduo profissionalmente e socialmente.
De acordo com a assistente social da entidade, Luciana Aguiar, 25 anos, o objetivo da Legião Mirim é dar ferramentas para o jovem aprendiz se adequar ao novo profissional exigido pelo mercado atual.
Na prática e seguindo a alteração na legislação, os 550 jovens garotos, de 14 a 16 anos da entidade, filiados à Legião, terão que cumprir uma carga horária de aprendizado superior às seis horas diárias de trabalho prático (30 horas semanais).
Os cursos fornecidos são voltados para a área de informática, inglês, espanhol, orientação vocacional. Todos os alunos-legionários também poderão fazer parte da Escola de Música da entidade.
Outra alteração na política da Legião Mirim é em relação ao desempenho escolar que o jovem pode ter. Bimestralmente, Luciana conta, os boletins escolares são avaliados em relação às notas escolares e à freqüência nas aulas.
A participação da família do jovem, segundo Luciana, é de grande importância. Por este motivo, as famílias dos jovens legionários participam de campanhas preventivas a doenças e vícios.
Para os familiares, também existe o projeto de fazer cursos de reciclagem em diversas áreas de atuação dos pais dos jovens.
A Legião também desenvolveu um programa chamado
"Geração de Renda Doméstica", em que são ensinados confecção de vários produtos para que a família tenha acesso a mais uma renda complementar.
Já foram feitos cursos de confecção artesanal de frutas e hortaliças. O próximo curso a ser desenvolvido pela entidade é o curso de bolos. "A gente ensina que, com um material mais barato, a pessoa pode complementar a renda familiar", explica Luciana.