Justiça desocupa área próxima do Jd. Nicéia
Justiça desocupa área próxima do Jardim Nicéia
A revolta dos moradores marcou a desocupação de uma área habilitada ao lado do Jardim Nicéia. As seis famílias que permaneciam no local, desmontaram seus barracos, pacificamente, e colocaram seus bens móveis no meio da rua. A desocupação da área foi uma determinação judicial.
Muitos moradores não tinham para onde ir, como o caso do pedreiro José de Lima Chagas. "Estou desempregado. Fui avisado há uma semana, mas a mim só resta deixar o local."
O pedreiro lamenta ter sido enganado por Izaura Braga Lima. "Ela doou essas terras para a gente. Só agora descobrimos que ela não é a dona. O documento que temos, segundo o oficial de Justiça não tem validade."
Outra moradora, Fabiana Pompeo teve que mudar para a casa da irmã. Grávida e com filho pequeno, ela e sua família carregaram os restos do barraco que morava para uma casa no Jardim Nicéia.
Um comerciante de ferro velho que usava um terreno para o comércio disse que arrecadou dinheiro dos moradores para pagar uma advogada."Eu arrecadei R$ 250,00. Entreguei o dinheiro para a Izaura Braga Lima, mas ela não entregou para a advogada. Estamos sem defesa."
Documento
O comerciante, que só se identificou como Wanderlei mostrou um documento de doação da área com firma reconhecida e não com o registro em cartório. No documento, Izaura Braga Lima faz a doação da Fazenda Córrego Fortaleza.
O advogado do proprietário alega que o local não
é o mesmo. "Ela doa a Fazenda Córrego Fortaleza e aqui é a Fazenda Campo Redondo que pertence ao meu cliente. A fazenda Fortaleza é do outro lado da Rondon. "Os moradores foram avisado em junho de 98 e o documento é de setembro/98."