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Vendedor ambulante

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Camelô é roubado e decide-se pela legalização

Camelô é roubado e decide-se pela legalização

Texto: Luciano Augusto

O vendedor ambulante Amilcar de Oliveira Coelho teve sua banca autuada pela Polícia Civil de Bauru na terça-feira, quando foram apreendidas mercadorias ilegais como cigarros e cerca de 30 CDs. Para piorar a situação, ele foi assaltado na madrugada de terça para quarta-feira e ficou com muito pouco produtos para serem vendidos. Segundo ele, "só resta a legalização para melhorar nossa situação".

De acordo com Coelho, esta não é a primeira vez que ele tem prejuízos com os ladrões. Segundo comentou, já foi roubado outras vezes, assim como a banca que fica ao lado da sua, na quadra 4 da rua Azarias Leite.

Agora, diz o ambulante, "estamos partindo para a legalização". Segundo ele, os ambulantes já entraram em contato com a Receita Federal, com a Junta Comercial e a Prefeitura, para que seja legalizada a situação dos camelôs até maio. Estas entidades estarão dando todo o apoio necessário para que os camelôs legalizem sua situação fiscal, contábil e de funcionamento. O sindicato também está dando apoio e deverá facilitar a documentação.

Sindicato

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Economia Informal de Bauru (Sinteib), Mário Augusto dos Santos, informou ontem que já foi feito um contato com a Junta Comercial do Estado de São Paulo em Bauru (Jucesp) e com a Receita Federal no sentido de legalizar a situação dos ambulantes.

Os camelôs devem iniciar a regulamentação, mesmo lentamente, a partir de maio. A regulamentação passa pela abertura de micro-empresa, com endereço no domicílio do ambulante, sendo que este deve contribuir com o Simples paulista.

Com a alta do dólar frente ao real os camelôs afirmam que as vendas caíram substancialmente, além das apreensões que continuam sendo preparadas pela Polícia Civil.

Com a legalização, os camelôs continuaram proibidos de vender produtos como cigarro, bebidas e CDs.

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