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Prisão de suspeito

Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Celular leva polícia de Agudos a suspeito

Celular leva polícia de Agudos a suspeito

Quando roubaram a Nossa Caixa na segunda-feira, os ladrões deixaram cair um celular. De três suspeitos, a polícia já prendeu um

Agudos - A Polícia Civil de Agudos chegou a pelo menos um suspeito de ter participado do roubo ao malote da Nossa Caixa Nosso Banco, ocorrido na última segunda-feira e que resultou no gerente da agência sendo gravemente ferido a tiros. O suspeito, Roque Aparecido Guillarducce, 25 anos, já está preso e a polícia já pediu a prisão de outros dois suspeitos já identificados: Sílvio Aparecido Guillarducce (irmão de Roque) e Alexandre Vieira da Conceição. Todos são moradores de São Paulo. Um aparelho de telefone celular que perdido pelos assaltantes no dia e local do roubo foi a peça chave para que oito horas após o crime, a polícia já tivesse identificado os nomes.

O roubo ocorreu na segunda-feira, pouco depois do fechamento da agência, por volta das 16 horas. Dois homens, roubaram de dois funcionários da Nossa Caixa Nosso Banco, um malote contendo aproximadamente R$ 25 mil em dinheiro. Os ladrões, ocupando uma CB 750 aproveitaram o momento em que uma funcionária, acompanhada pelo gerente, levava um malote, pela calçada, da Nossa Caixa para o Banco do Brasil, que fica distante cerca de meio quarteirão, no cruzamento das avenidas 13 de maio com Rui Barbosa.

Os assaltantes estavam com uma moto modelo 750 cilindradas vermelha, sem placa e sem carenagem e, pelo menos um deles, estava armado com um revólver calibre 38, oxidado. Após o roubo, fugiram, mas deixaram pistas. Um celular dos assaltantes caiu da moto e ficou em poder da polícia que imediatamente iniciou as investigações, através de rastreamento.

Os investigadores Ademir Cristino, Antonio Carlos de Campos e Fernando Rondina, sob a coordenação dos delegados Elias Evangelista Bueno e Eron Veríssimo Gimenes fizeram uma vigília para atender aos telefonemas para o celular

'esquecido'. O delegado Bueno disse que durante as conversar mantidas, algumas das pessoas ligavam para falar com Roque e davam a entender que queriam saber informações sobre o assalto. Os diálogos foram sendo alimentados até que os policiais encontrassem subsídios suficientes para a identificação de algum suspeito. Os policiais chegaram então ao nome de Roque que seria o dono do telefone. Na terça-feira de manhã os policiais já trabalhavam então com pistas concretas. Na quarta-feira, os policiais foram então para São Paulo e prenderam Roque, de manhã, ainda dormindo na casa dele que fica no Butantã.

De acordo com os delegados, depois de preso, Roque disse que não havia participado do roubo, mas seu irmão poderia estar envolvido no caso. A polícia apurou que o irmão a quem Roque se referia é foragido da Cadeia de Presidente Bernardes.

Mesmo negando participação no crime, Roque foi trazido para a Delegacia de Polícia de Agudos e ontem à tarde foi reconhecido por duas testemunhas. Segundo o delegado ele teve a prisão temporária decretada por 20 dias, prazo em que as investigações devem prosseguir.

Até ontem à tarde a polícia não havia localizado os outros dois suspeitos e nem o dinheiro que foi roubado e a moto utilizada para o roubo.

O roubo

Durante o roubo, a supervisora de caixa, Célia Torres Moraes Delazari, levava o malote da Nossa Caixa (que fica no meio do quarteirão) até o Banco do Brasil (que fica na esquina) quando foi interceptada por um dos assaltantes. Após o roubo, quando um dos assaltantes já havia tomado o malote da funcionária empurrando-a no chão, o gerente Odair Veronez, que a acompanhava, reagiu ao assalto, entrando em luta corporal com um dos assaltantes e sendo baleado com, pelo menos, três tiros. Até ontem à tarde ele permanecia internado na UTI da Beneficência Portuguesa de Bauru.

Polícia apreende quase um quilo de maconha

Agudos - Após receber uma denúncia, através de um telefonema anônimo, a Polícia Civil de Agudos apreendeu ontem de manhã um pacote contendo quase um quilo de maconha, mas o traficante não foi identificado. Mesmo assim, o delegado Eron Veríssimo Gimenes ressalta a importância da participação da população na elucidação de crimes. "Todas as denúncias que chegam até a polícia são checadas e nós garantimos o anonimato e sigilo para essas pessoas que colaboram". O delegado lembra ainda que para fazer uma denúncia, não há a necessidade da pessoa se identificar.

No caso de ontem, o denunciante não se identificou, mas indicou o local exato onde a droga estava escondida: um matagal na Vila Santa Cândida. A droga estava dentro de um saco plástico preto e foi encaminhada pra o Instituto de Criminalística de Bauru onde passará por exame toxicológico.

O telefone para que desejar conversar com a Polícia Civil de Agudos e fazer alguma denúncia, mesmo que anonimamente,

é o 262-1015. Os policiais costumam checar todas as informações passadas.

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