Prefeitura pede prorrogação do estado de emergência
Prefeitura pede prorrogação do estado de emergência
A Prefeitura Municipal de Bauru decidiu ontem solicitar ao governo do Estado a prorrogação do estado de emergência da cidade por mais 90 dias. A medida foi adotada em reunião realizada entre o prefeito Nilson Costa e parte do secretariado e tem como objetivo conseguir um espaço de tempo maior para recuperar os estragos causados pelas chuvas no início deste ano. A decisão foi tomada depois da cidade ter sido novamente prejudicada pela chuva que caiu na noite de anteontem.
A solicitação para aumento do prazo está sendo feita 11 dias antes do término do período concedido no início de fevereiro, que terminaria em 11 de abril.
O secretário de Obras, Leandro Joaquim, explica que a decretação traz vantagens como a agilização da liberação dos recursos municipais. Isso porque os processos de licitação, que normalmente demoram meses, são eliminados em determinadas situações.
Com mais tempo para trabalhar, o secretário acredita que 80% dos problemas existentes atualmente na cidade serão solucionados até o final deste ano. A intenção
é aproveitar o fim do período de chuvas intensas para realizar as obras que durante o verão são fonte de problemas.
Joaquim afirma que o Município passa a investir na infra-estrutura das obras, medida adotada para resolver os problemas de forma definitiva. Com isso, explica o secretário de Obras, os trabalhos ficam mais caros e demoram mais para ser concluídos. Por isso, ele pede a colaboração da população.
"Os moradores precisam ter muita paciência porque as melhoras não são feitas de uma hora para outra. Principalmente na época das chuvas, nós ficamos de mãos atadas".
Joaquim diz que o investimento em infra-estrutra faz com que as obras sejam mais resistentes e suportem chuvas como a de anteontem, quando 27 milímetros de água atingiram a cidade em 45 minutos. "Essa não é uma chuva tão forte para causar tantos problemas".
De acordo com estimativas da Prefeitura, para recuperar adequadamente a avenida Comendador José da Silva Martha, um dos pontos mais críticos da cidade, são necessários cerca de R$ 280.000,00. O valor cai para R$ 120.000,00 para sanar a erosão da avenida Cruzeiro do Sul e R$ 100.000,00 no caso da erosão do Jardim Marilu. "O caso da Alfredo Maia é também muito complicado porque exige controle da ocupação da cabeceira no córrego Água do Sobrado".
Prioridades
Enquanto a Prefeitura aguarda os trâmites necessários para a prorrogação, será dada prioridade
à recuperação das adutoras rompidas na avenida Comendador José da Silva Martha, como foi feito ontem. Prosseguem também os trabalhos na região da rua Alfredo Maia e rotatória Otake, que dá acesso ao centro e às vilas Falcão e Independência. A cargo da Sear (Secretaria das Administrações Regionais) será feito um trabalho intenso de limpeza e desobstrução nas proximidades da avenida.
Para dar sequência às obras, a secretaria de Obras anunciou ontem que reativará a fábrica de tubos da Prefeitura, que estava paralisada há cerca de um ano.
Outros pontos críticos, como a avenida Cruzeiro do Sul e a rua Francisco Lopes Filho, na Vila Ipiranga, também estarão sendo priorizados. Em relação à erosão do Jardim Marilu, a Prefeitura já adquiriu parte dos tubos que devem ser utilizados para quadruplicar a vazão da água pluvial na região.