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Água

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 2 min

População recorre a fontes para conseguir água

População recorre a fontes para conseguir água

Texto: Andréia Alevato

Moradores de vários bairros entraram em contato com o JC nos Bairros ontem para reclamar que ainda estavam sem água. Pelos cálculos do Departamento de Água e Esgoto

(DAE), cerca de 20 mil pessoas estavam desabastecidas ontem ainda devido ao rompimento de uma adutora ocorrido segunda-feira à noite. Para suprir a falta de água em casa, a população está recorrendo a fontes, poços e a parentes que moram em bairros onde o abastecimento é normal.

A assessoria de imprensa do DAE informou que a previsão dos técnicos da autarquia é de que o abastecimento de água na cidade seja normalizado hoje. O DAE pede à população que mesmo que tenha água em casa, que economize, para que o abastecimento seja normalizado mais rápido. Os bairros que estavam sem água ontem são o Jardim Marambá, Jardim Cruzeiro do Sul, Parque Paulistano, parte do Higienópolis e do Geisel, Vila Cardia, Monlevade e Centro.

Ontem, várias pessoas buscaram água nos poços do DAE do Parque Vitória Régia, e da USC. Ivene Galacini, moradora do Jardim Marambá, disse que não tem água em casa e por isso recorreu ao poço artesiano da USC. "Não tenho água em casa, por isso vim buscar água aqui", disse Ivene.

No poço próximo ao Vitória Régia, Idalina Veronez, moradora do Jardim Marambá, disse que, com o desabastecimento, está recorrendo ao poço.

"Tem muita gente em casa. Tenho que vir buscar água mais de duas vezes por dia. Preciso da água para tomar banho e para lavar louça", afirmou.

Rosana Regal, que mora nos altos do Higienópolis, também foi buscar água no poço do DAE, próximo ao Vitória Régia, porque também não tem

água em casa. Patrícia Malagoline, moradora do Centro, afirmou que está precisando comprar água para poder lavar louça e está tomando banho na casa de amigos.

"Sempre compro água para beber, mas agora estou comprando para poder lavar minha louça. Faço ovos de Páscoa e estou com o serviço parado porque não tenho água para lavar as forminhas. Sem contar que minha filha teve febre e eu precisei ferver a água que estava na geladeira para dar banho nela. Isso é um absurdo. Sempre falta água nessa região, mas não desse jeito. O telefone 195 só dá ocupado e quando a gente vai até lá, eles dizem que o abastecimento vai normalizar e nada acontece", reclamou.

O presidente da Associação de Moradores da Vila Nova Cardia e Monlevade, Antenor Prado Delgado, ligou para o JC indignado com a falta d'água. Ele disse que o problema na região é crônico e cobrou uma solução do prefeito. Sérgio Roberto Carpi, morador da Vila Cardia, que tem dois filhos pequenos, considera "o cúmulo faltar água desde terça-feira". Ele recorreu até ao reservatório de uma casa vizinha, que está desocupada, mas a água havia acabado.

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