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Prisão preventiva

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

Decreto de prisão de Izzo completa 30 dias

Decreto de prisão de Izzo completa 30 dias

Texto: Nélson Gonçalves

Há um mês o Tribunal de Justiça decretou a prisão preventiva. Polícia Civil continua procurando ex-prefeito

O ex-prefeito Antonio Izzo Filho (sem partido) está foragido desde o dia 5 de março deste ano, quando o Tribunal de Justiça decretou a primeira determinação de prisão preventiva. Em seguida, no dia 10 de março, o mesmo TJ decidiu pelo segundo decreto, ambos assinados pelo desembargador Djalma Lofrano com base em investigações concluídas pela Delegacia Seccional de Bauru em conjunto com o Ministério Público (MP).

Ambos os decretos ainda não foram cumpridos pela Polícia Civil. A DIG-Garra de Bauru conseguiu desvendar a autoria dos atentados contra os vereadores na cidade e a prisão de seis dos acusados. Além de Izzo Filho, citado como mandante dos crimes nos inquéritos, a Polícia Civil também procura uma pessoa que tem o apelido de "Dez". Ele é citado por outros integrantes do grupo que atuava nos atentados, como o autor do ato de vandalismo contra um veículo do vereador Rubens Spíndola (PSDB) e outro carro de um profissional do Jornal da Cidade.

Em 5 de março deste ano, o desembargador 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça, Djalma Lofrano, decretou a primeira prisão preventiva de Antonio Izzo Filho. O mandado de prisão foi expedido com base nas denúncias de extorsão contra a Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB), permissionária do serviço de transporte coletivo no Município. Izzo é acusado de extorquir a ECCB em valores que superariam a US$ 1,330 milhão, além de André Torrens, ex-presidente da Emdurb (R$ 630 mil) e do empresário Adhemar Previdello, ex-diretor da ECCB (US$ 330 mil). Izzo Filho, assim como Torrens e Previdello, teve os bens bloqueados pela Justiça.

O segundo decreto de prisão preventiva, expedido em 10 de março pelo mesmo desembargador, foi baseado no inquérito policial que apurou atentados contra residências de vereadores. Foram presos os seguranças de Izzo, Roberto Carlos Thomaz e Djalma Duarte Gonzaga, o mototaxista Fábio Souza Fernandes, o contratado Alexandre Humberto dos Santos, o ex-assessor da Cohab, Lourival Dadamos e o ex-assessor da Regional Administrativa do Mary Dota, Nivaldo Aparecido da Silva.

Antonio Izzo Filho continua sendo procurado pela Polícia Civil. O Tribunal de Justiça também determinou que o ex-prefeito não pode deixar o País.

Polícia Civil prossegue busca

Texto: Ieda Rodrigues

Um mês após ter a prisão preventiva decretada, o ex-prefeito Antonio Izzo Filho (sem partido) continua sendo procurado pela polícia. A busca só termina se ele for preso, se apresentar-se à polícia ou se o pedido de prisão for revogado, segundo explicou o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão ao Roubos e Assaltos (DIG/Garra), J. J. Cardia.

A prisão preventiva do ex-prefeito foi decretada com base no inquérito civil de extorsão contra a Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) e atentados a vereadores. Para a polícia, Izzo é um foragido, segundo o delegado seccional, Luiz Augusto de Oliveira Castro.

Ele explicou que o ex-prefeito está sendo procurado em todas as cidades do Estado de São Paulo - a Polícia Civil tem um sistema que informa todas as delegacias sobre os procurados pela Justiça - e em outros estados quando há alguma informação de que Izzo esteja naquela localidade.

Neste primeiro mês de busca, a Polícia Civil de Bauru deslocou-se para diversas cidades da região à procura de Izzo, sem obter êxito. Castro disse que, ao receber uma informação de que o ex-prefeito estaria em Belo Horizonte (MG), acionou a polícia daquela cidade, mas Izzo não foi localizado. J. J. Cardia contou que chegou a ir a Cambará (PR) atrás do ex-prefeito, mas não o localizou.

Cardia e Castro afirmaram que logo após a prisão preventiva de Izzo ter sido decretada a polícia recebeu muitas ligações informando que ele estaria nesta ou naquela cidade. Agora, passado um mês, o número de ligações caiu. Izzo também foi procurado na região de Piraju, sua cidade natal.

Castro acredita que Izzo esteja no Estado de São Paulo e disse que, ao receber uma informação do paradeiro do ex-prefeito, imediatamente uma equipe, de Bauru ou da polícia daquela cidade, é mobilizada para checá-la. Questionado se existe novas pistas sobre onde Izzo está atualmente, Cardia disse que não poderia falar sobre o assunto para não atrapalhar as investigações.

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