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Desfiliação

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Caio Coube também pode deixar o PSDB

Caio Coube também pode deixar o PSDB

O empresário Caio Coube tenta desconversar sobre uma possível desfiliação do PSDB, mas também não esconde seu descontentamento em relação a falta de aglutinação em torno dos grupos políticos que hoje dividem o partido. O resultado pode ser o enfraquecimento da legenda e a revoada de tucanos com peso, com o empresário Caio Coube somando o grupo daqueles que procuram novos ares na política local.

Ontem, depois que seu nome foi ventilado como possível retirante do partido, Caio Coube desconversou. O empresário comentou que participou da campanha a deputado estadual de Edmundo Albuquerque mas confessou que não está próximo da vida político-partidária do PSDB como antes, desde 1995 quando se engajou na história mais recente da legenda.

Caio Coube negou que, nesse momento, esteja pensando em deixar o PSDB. Por outro lado, ele é convidado por partidos como o PTB, em Bauru, numa composição que pode fortalecer a legenda a partir do grupo formado com os vereadores Roberto Bueno, Rogério Medina e Paulo Agustinho. O grupo estaria conversando também com Zezinho Martha, ex-secretário Municipal de Agricultura, Maurício Lima Verde, ex-presidente do PFL e colega de legenda de Martha, e até mesmo o ex-vereador Veríssimo Barbeiro, outro ex-pefelista.

A aspiração do PTB é montar um grupo forte e o nome de Caio Coube é sondado como possível convidado para encabeçar a chapa a candidato a prefeito por Bauru no próximo ano. Caio Coube, como outros candidatos a candidato em potencial, procura desconversar. O empresário acha que o projeto da reformulação da Panela de Pressão vai concentrar todas as suas energias pelos próximos meses e que, por outro lado, ainda é cedo, prematuro, discutir conjunturas políticas visando a eleição do próximo ano.

Revoada tucana

Para justificar o "também" do título da matéria, Caio Coube é um dos citados para deixar o PSDB ao lado do vereador Edmundo Albuquerque e do ex-candidato a prefeito pelo partido, Ricardo Carrijo. O PDT tem interesse na filiação desse grupo, que se juntaria a outros ex-tucanos, como Pedro Tobias e Marcelo Borges.

O PSDB terá uma reunião bastante movimentada amanhã, onde estão convocados todos os membros do diretório municipal. A pauta não é especificamente para tratar do assunto desfiliações, mas se o partido quiser por o dedo na própria ferida será inevitável discutir o assunto. Edmundo Albuquerque não esconde seu descontentamento com a legenda. Outro integrante da bancada na Câmara, Antonio Carlos Garmes não gosta nem de falar em discussão de conjuntura política. Rubens Spíndola, na outra ponta, também dá sinais de "estresse" com a situação atual do partido.

Caio Coube não quis comentar a atual posição do PSDB, mas pincelou que respeita o nome de Tuga Angerami como liderança municipal da legenda mas, ao mesmo tempo, considera prematuro a colocação de candidaturas até dois anos antes do pleito. Coube também dá sinais de que não concorda com o fechamento de questão em relação ao nome do ex-deputado. O empresário citou que "apesar da liderança reconhecida de Tuga, o partido precisa de oxigenação, e não é só em Bauru".

Conjunturas à parte, o PSDB mostra-se cada vez mais próximo do racha, situação que já fez antecedentes nas últimas eleições, tanto para prefeito quanto para deputado. Neste sábado, por sinal, o PSDB transfere o suplente de deputado federal, Natan Chaves, pelo partido em Bauru. Natan é filiado pela legenda na capital. O ex-candidato traria, junto com ele, cerca de 300 filiados. O "novo filiado" estaria preparando sua candidatura à deputado federal, daqui há quatro anos.

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