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Floricultura

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

Floriculturas precisam de reforma estrutural, diz especialista

Floriculturas precisam de reforma estrutural, diz especialista

Texto: Márcia Buzalaf

Partindo do princípio de que o mercado de flores pode ser fortemente estimulado, o consultor do setor de floriculturas e ex-gerente de marketing de Holambra, Augusto Aki, 34 anos, diz que as floriculturas precisam de uma restruturação interna para poderem desenvolver este potencial de crescimento. O consultor veio à cidade para ministrar uma palestra sobre o setor de floriculturas, com base em um estudo realizado pela agência local do Sebrae.

Em Bauru, por exemplo, a proporção é de uma floricultura para cerca de 10 mil habitantes, levando em conta o número aproximado de 30 floriculturas da cidade. "Em uma cidade do porte de Bauru, poderíamos esperar uma média em torno de 6 mil habitantes por loja, o que significa cerca de 50 floriculturas atuantes por loja", alega Aki.

Existem dois caminhos para este crescimento setorial, segundo o consultor. Um deles seria mais parecido com as perspectivas européias, ou seja, mais voltado para o desenvolvimento do hábito de consumir flores.

O outro caminho é visar a estratégia norte-americana, mais voltada para estratégias de vendas e organização da floricultura. "Falava-se muito da mudança de cultura brasileira. Isso soa passivo e esse caminho é muito longo", defende Aki.

A opção mais favorável para o desenvolvimento das floriculturas, na opinião de Aki, é o conhecimento do mercado e do seu potencial. "Eu acho que a falta de informação do crescimento do setor é a maior causa da falta de desenvolvimento", explica. Ele diz que, dificilmente, estimular a demanda de combustíveis, por exemplo, mas as flores ainda são o mercado não-explorado da cidade - e do Brasil.

O próximo passo é resolver a questão do abastecimento. A possível abertura do Ceasa de Bauru para o comércio atacadista de plantas, para Aki, é muito importante. Outra atitude que Aki e o diretor do Sebrae de Bauru, Paulo Tebaldi, destacaram é a união entre os proprietários de floriculturas, que pode auxiliar no desenvolvimento do setor como um todo.

Atualmente, o mercado de floriculturas está em transformação, assim como vários outros. Aki tem uma visão diferenciada sobre a atual comercialização de flores pelos supermercados. Para ele, este tipo de venda ajuda a "democratizar a flor", o que pode mudar a cultura de consumo do produto.

Para Tebaldi, o maior trabalho a ser feito é desenvolver a consciência empresarial dos proprietários de floriculturas.

Um dos segmentos de visão empresarial seria aproveitar a oportunidade sazonal. Para Aki, como o segundo semestre deste ano deve ser um período altamente místico e emocional, o mercado de floricultura deveria ser mais bem explorado. "Existe o crisântemo branco que dá saúde, o amarelo que dá dinheiro. Vale a pena mandar uma flor para alguém que você não vê há um tempão

- é a última oportunidade do século", exemplifica Aki.

Serviço

Em continuidade ao programa de desenvolvimento setorial de floriculturas, o Sebrae promove nesta segunda-feira, dia 12, às 19 horas, a palestra sobre gestão empresarial. O evento é gratuito, na agência do Sebrae, e as inscrições devem ser feitas previamente. Fone: 234-1499.

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