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Novo PPB
Conforme estava previsto, o PPB de Bauru mudou de mãos ontem. O deputado Carlos Braga comandou as alterações, finalizando o que estava desenhado há meses e que só não aconteceu na semana passada devido ao bate-boca havido entre os vereadores Catarina Carvalho e Paulo Madureira.
Bem querer
Catarina, aliás, bateu o recorde, ontem, de permanência em um partido político: uma semana. Ela anunciou que não vai ficar no partido que, por sua vez, não a quer. É o típico caso de uma tomada de decisão errada, em uma hora errada e com o partido errado. A vereadora deve ter tirado lições políticas de sua filiação extemporânea.
Pergunta feminista
Ainda sobre o entrevero de Catarina com Madureira, uma pessoa ligou para "botar um reparo" na atuação dela no momento do ocorrido. A pergunta é: "Por que a vereadora, como representante do movimento feminino que diz ser, não fez o BO do caso na Delegacia da Mulher?"
Para o arquivo
Por sinal, caminha para o "arquivo" a muvuca no estacionamento da Câmara, na semana passada. O raciocínio político
é o seguinte: seria extremamente desgastante ao Legislativo, agora, depois de duas cassações de prefeito, abrir uma investigação contra um membro da casa por algo que poderia nem ter vazado ao público não fosse pela forma bizarra como foi tratada.
"Top secret"
Quanto à misteriosa utilização do aparelho de fax do Legislativo para o envio de denúncias contra a direção regional da Funai, o assunto recebeu um carimbo de "top secret", determinado pela presidência da Casa. Paulo Madureira fica devendo uma explicação
à opinião pública sobre o porquê de não se lançar luz sobre um assunto que envolve bens públicos.
Pavimentando 2000
Como a sessão não teve grandes debates ontem, o café da Câmara foi frequentadíssimo. Uma das análises, em meio à uma aguinha e um cafezinho: o deputado Pedro Tobias pavimenta rapidamente o caminho para sua candidatura a prefeito em 2000, quando estará completando um terço de mandato.
Terceira via
O vereador Edmundo Albuquerque, ao contrário do que chegou a ser especulado, não deixou o PSDB nem a liderança do prefeito Nilson Costa (PL) na Câmara. Optou por uma terceira e menos traumática via: deixou a liderança da bancada tucana no Legislativo e continua interlocutor de Nilson. Já se fala que ele iria para o PL.
Um peso, uma medida
Portanto, sua posição permanece em choque com aquela que o partido adotou no último sábado - a de ser independente do governo municipal.
Porém, um apoiador do vereador comentou ontem à noite, no café da Câmara: "O PSDB tolera a postura do Tuga contrária ao presidente da República, que
é tucano. Por que não tolerar a de Edmundo?"
Especulações
E ainda sobre a filiação em massa promovida no PSDB de Bauru por Natan Chaves, surgem especulações variadas. Uma delas é a de que seria uma jogada de Carlos Ladeira e Tuga Angerami para garantir a indicação do ex-deputado como candidato a prefeito em 2000, porque o também pré-candidato Rubens Spíndola teria, até então, a maioria dos filiados a seu favor.