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Participação nos lucros

Márcia Buzalaf
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Banespa cede e vai pagar PLR

Banespa cede e vai pagar PLR

Texto: Márcia Buzalaf

Depois de várias manifestações por parte dos banespianos, os interventores do Banespa anunciaram, na última sexta-feira, que fariam o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para os funcionários do banco, a partir do pagamento de abril. De acordo com o diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região, Marco Aurélio Silvestre, 32 anos, o resultado significa a vitória da categoria, mas não é sinônimo do fim das reivindicações com o banco a ser privatizado. "É uma vitória da resistência, da mobilização", explica Silvestre.

Cerca de 20% dos banespianos das bases sindicais que haviam fechado o acordo coletivo já receberam a PLR em dezembro de 98 e início de março deste ano. O valor a ser pago a título de participação para toda a categoria bancária é de 80% do salário mais R$ 300,00. Os banespianos receberão como PLR 60,622% desta quantia, sendo que o teto mínimo do pagamento é de 5% do lucro líquido do banco, e, o máximo, de 15% desta quantia. De acordo com Silvestre, o valor será pago a 80% dos funcionários do banco que ainda não receberam o direito juntamente com o salário de abril.

Para Silvestre, a série de manifestações que o sindicato vem promovendo desde março é um dos motivos para que o banco tenha aprovado o pagamento do direito. Entre os atos da categoria, estão a "recepção" aos interventores do Banespa em visita à cidade, manifestações em frente às agências, distribuição de frango e panfletagem.

Na última terça-feira, em uma mesa-redonda na delegacia do trabalho de Bauru solicitada pelo sindicato da categoria, os representantes do banco afirmaram que não pagariam a PLR antes de ser fechado o acordo coletivo com os funcionários.

Silvestre diz que, desta forma, o banco estaria condicionando o pagamento da PLR ao "ajuste" de algumas cláusulas sindicais. Mesmo com o acordo coletivo sendo fechado separado de toda a categoria bancária, os banespianos, segundo Silvestre, não aceitaram a redução do reajuste e dos benefícios que foram concedidos a todos os bancários.

Silvestre lembra que a data-base dos banespianos é em setembro e as discussões do acordo coletivo continuam firmes, juntamente com a recusa à privatização do banco. "A luta ainda não terminou", garante o sindicalista.

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