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Campanha salarial

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Negociação salarial da saúde pode terminar em greve

Negociação salarial da saúde pode terminar em greve

Texto: Luciano Augusto

As negociações salariais movidas pelos servidores estaduais na saúde pode terminar em paralisação, em maio, caso o Governo não estabeleça um acordo com a categoria. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais da Saúde, os salários estão congelados há cinco anos.

A decisão foi tomada na Assembléia do Conselho de Delegados Sindicais, realizada na última semana. Ficou acertado pelos representantes de todo o Estado que, dependendo do que for decidido nas negociações, a categoria entra em greve a partir de maio.

No dia 16 de abril, os servidores fazem um ato, às 10 horas, em frente a Secretaria da Saúde em São Paulo. Bauru deve enviar pelo menos um ônibus com representantes da região.

A diretora regional do sindicato, Mariuze Inês Pereira Miranda, 47 anos, explicou que a pauta de reivindicações já foi entregue à Secretaria Estadual da Saúde. Dentro de alguns dias eles devem voltar a conversar com o secretário estadual da saúde.

Os servidores públicos estaduais pedem um piso de três salários mínimos. Hoje, o salário base de um auxiliar de serviços, por exemplo, é de R$ 56,80

(ver holerite ao lado).

Eles reclamam ainda, o pagamento da Gratificação Especial por Atividade (GEA) e o aumento no valor do ticket-refeição, que atualmente é de R$ 2,00. Segundo Miranda, "os servidores estão pedindo o valor de R$ 8,10. Sabemos que não vai chegar a tanto, mas, por exemplo, para a Secretária de Administração, eles estão pagando R$ 5,00".

Estas reivindicações já foram "prometidas" pelo Governo do Estado, no acordo feito durante a paralisação do ano passado, na primeira quinzena de maio. Aliás, a pauta deste ano é praticamente a mesma discutida em 98.

Outro ponto questionado, são as 30 horas ampliadas para todos os trabalhadores administrativos e auxiliares de serviço, que ainda não foram contemplados com a medida.

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