Mototaxista é condenado a 12 anos por matar amásia
Mototaxista é condenado a 12 anos por matar a amásia
Texto: Ieda Rodrigues
O mototaxista Ananias Rosa de Almeida, 31 anos, foi condenado, ontem à tarde pelo júri do Fórum de Bauru, a 12 anos de reclusão por matar Maria de Fátima da Silva, sua amásia, no dia 9 de abril do ano passado. Ele desferiu socos e pontapés em Maria de Fátima, que foi encontrada morta, por populares, na calçada da quadra 5 da rua Alto Acre, na Bela Vista. Ela estava com o rosto desfigurado.
Maria de Fátima, que morava com Almeida na quadra 13 da rua Afonso Simonetti, também na Bela Vista, foi encontrada morta sem nenhuma identificação. O corpo foi levado ao Instituto Médico legal (IML), onde foi reconhecido por uma irmã da vítima.
Dois dias depois do crime, a Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra), encontrou Almeida, que confessou o crime. Conforme publicou o JC na época, o mototaxista disse que começou a bater em sua amásia porque ela estava paquerando um outro homem.
Ao sair de um churrasco, o casal foi a um bar, onde desentenderam-se. Almeida, que estava jogando sinuca, teria observado sua amásia trocando olhares com um outro homem que estava no bar e, nervoso, desferido alguns tapas em Maria de Fátima. Ele contou que enquanto retornavam para casa voltaram a discutir.
Na quadra 5 da rua Alto Acre, segundo confessou Almeida à polícia dias após o crime, ele passou o pé em Maria de Fátima, que caiu na calçada. Em seguida, desferiu chutes e pontapés, deixando o local quando ela estava desmaiada. O mototaxista foi para a casa de seu pai e ficou sabendo da morte da amásia pelo jornal.
Depois de ser encontrado pela polícia e confessar o crime, ele foi preso e aguardava julgamento em Reginópolis. Almeida foi condenado pelo júri por homicídio qualificado a 12 anos de reclusão.