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Líder partidário

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Edmundo permanece como líder do PSDB na Câmara

Edmundo permanece como líder da bancada do PSDB na Câmara

Texto: Josefa Cunha

Os prognósticos falharam e a saída do vereador Edmundo Albuquerque da liderança da bancada peessedebista na Câmara não se confirmou. Depois que a militância do partido decidiu manter-se independente do governo Nilson Costa no último sábado, as expectativas em torno da renúncia de Edmundo cresceram. Afinal, entre deixar o partido ou a liderança informal do prefeito no Legislativo, essa parecia a alternativa mais coerente.

Ao que tudo indica, o vereador só não abriu mão da condição de líder da bancada porque o companheiro Antonio Carlos Garmes, num aparte pouco feliz durante a sessão, chamou para si a responsabilidade de resolver o impasse. Atiçado pelo pepebista Lucrécio Jacques

- que ironizou o fato de os tucanos não estarem mais se

"bicando" -, Garmes lamentou a postura de Edmundo como líder informal de Izzo e anunciou que o "problema" seria resolvido naquele mesmo dia. Naturalmente, Edmundo preferiu que os colegas resolvessem a questão ao invés de tomar qualquer iniciativa.

Em reunião fechada após a sessão de anteontem, Edmundo, Garmes e Rubens Spíndola sentaram para decidir o destino da bancada, mas a mudança que parecia inevitável não aconteceu. Pelo que se sabe, Edmundo não quis pedir a renúncia e só aceitaria deixar a liderança se isso fosse definido pelos colegas. Spíndola, embora ache que as funções de líder do prefeito e da bancada sejam incompatíveis, também não quis se indispor e Garmes, sozinho, acabou assentindo.

Ainda que não entendendo a intenção de Garmes com o aparte, Edmundo disse que não houve qualquer atrito com o colega durante a reunião da bancada. Pelo contrário, Garmes teria concordado com a manutenção de Edmundo no intuito de evitar maiores desconfortos. "Eles entenderam que não há problema em ser líder do PSDB e fazer o apoio crítico ao governo. De nenhum forma estou contra a decisão do partido. A militância optou pela postura independente e eu sou independente. Apenas acho que a administração merece um apoio para viabilizar a recuperação da cidade", avaliou.

Rubens Spíndola não esperava que o impasse fosse terminar como começou, ou seja, sem alterações.

"A conversa era outra, mas tudo mudou na última hora. Particularmente, acredito que poderão ocorrer outros choques porque outras matérias conflitantes vão aparecer na Câmara", previu.

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