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Cólera

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

Secretaria de Saúde entra em alerta contra o cólera

Secretaria da Saúde entra em alerta contra o cólera

Texto: Adriana Amorim

A epidemia de cólera no litoral do Paraná e os casos da doença registrados na fronteira com Registro (SP) colocam a Secretaria Municipal de Saúde em alerta. Hoje, o Departamento de Saúde Coletiva (DSC) irá enviar uma circular para as unidades de saúde vinculadas à Prefeitura,

à Associação Paulista de Medicina e à cooperativa médica Unimed, solicitando que os profissionais fiquem atentos aos sintomas da doença e tomem todas as medidas necessárias caso o diagnóstico seja confirmado.

O alerta foi dado para evitar a entrada da doença na cidade. A diretora do DSC, Maria Helena de Abreu, explica que a preocupação da secretaria se explica pelo fato de Bauru ser um entroncamento rodoferroviário pelo qual circulam moradores de várias partes do País. "Há suspeitas de que o cólera tenha aparecido desta vez em ostras contaminadas naquela região ou através de caminhoneiros. Esta última suspeita

é a mais perigosa para nós", explica.

O alerta das autoridades de saúde é o único caminho que pode ser adotado antes da instalação da doença. Maria Helena explica que a proliferação do cólera está relacionada às condições de infra-estrutura da população. A melhor forma de evitar a incidência da doença é comer alimentos bem lavados, manter higiene pessoal e residir em locais atendidos por água tratada e rede coletora de esgoto.

Sem infra-estrutura adequada, geralmente são os moradores das periferias os alvos em potencial do vibrião colérico.

"Nós sabemos que no Brasil a infra-estrutura nem sempre

é adequada, o que favorece o aparecimento e expansão da doença na população mais carente.", diz Maria Helena.

Transmissão

A falta de infra-estrutura está diretamente relacionada ao aparecimento da doença porque a pessoa contaminada com o vibrião contamina o meio ambiente através das fezes, que atingem legumes, verduras ou a água de uma região, levando a doença para outros moradores.

Segundo a diretora do DSC, 50% dos casos graves da doença são fatais, mas apenas 1% dos pacientes morrem nas situações mais simples em que o tratamento é realizado adequadamente.

O maior problema ocasionado pelo cólera é a desidratação, uma vez que o vibrião ataca principalmente o aparelho gastrointestinal. O doente tem diarréias súbitas nos casos menos complicados, mas em algumas situações nem chegam a manifestar sintomas.

Os casos mais graves são os que o paciente entra em colapso pelo excesso de perda de líquido e sais minerais. As fezes, explica Maria Helena, têm aspecto de água de arroz e odor de peixe, mas não apresentam sangue. Há casos em que é notada febre e cãibras. "A pessoa pode morrer em 24 a 48 horas".

O alerta é para que as pessoas fiquem atentas aos sintomas e procurem o médico mesmo que os sinais sejam parecidos com os de outras doenças. O tratamento é feito à base de hidratação e antibióticos.

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