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Josefa Cunha
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Spíndola cogita possibilidade de impugnar novos filiados do PSDB

Spíndola cogita possibilidade de impugnar novos filiados do PSDB

Texto: Josefa Cunha

Depois da tentativa frustrada de antecipar a prévia do PSDB, na qual pretende disputar a candidatura a prefeito com o ex-deputado Tuga Angerami, o vereador Rubens Spíndola debruçou-se sobre o estatuto tucano em busca de algo que pudesse respaldar a impugnação das 502 novas filiações trazidas por Natan Chaves, suplente de deputado federal que acaba de pousar no diretório municipal. No último sábado, Chaves transferiu sua filiação para Bauru e trouxe consigo um expressivo número de correligionários que já ameaça planos até então tidos como certos por alguns membros da base local.

Num comentário franco, Spíndola admitiu ter receio de ser prejudicado pela massa dos novos filiados e lançou dúvidas sobre as "reais" intenções do grupo. Mais uma vez, ele afirmou que gostaria de ver a prévia do partido realizada até o mês de agosto, argumentando que a antecipação serviria para definir quem verdadeiramente continuará no PSDB para a campanha eleitoral do ano que vem. Ele garante que permaneceria no partido mesmo que saísse derrotado da disputa com Tuga.

A realização da prévia em agosto, proposta vencida em votação no último sábado, impediria a ação dos recém-filiados, que só gozarão dos direitos partidários após o mês de outubro. Sem o "grupo de Natan Chaves", Spíndola acha que suas chances na prévia seriam melhores, principalmente se considerados os números da pré-convenção realizada em 1996 para a eleição municipal.

Naquela ocasião, a disputa deu-se entre Spíndola e Ricardo Carrijo, que venceu por 145 votos. O parlamentar lembra que pouco mais de 30% dos filiados compareceram à prévia

- foram 557 votos, dos quais 351 indicaram o nome de Carrijo. Numa projeção simplista, os novos filiados teriam em mãos o poder de interferir pró ou contra quem fosse. "Não há nem o que discutir: a vitória estará do lado de onde esse grupo pender. É justamente isso que me preocupa", justifica o parlamentar.

Spíndola frisa que seus questionamentos não têm intenção de atingir ninguém, mesmo porque considera muito bom o PSDB ganhar reforços. Entretanto, ressalva que, até pelo próprio bem do partido, não pode abafá-los. "Em dez anos de existência, o PSDB agregou 1.500 filiados. De repente e de uma vez só, ganha amplia seu quadro em 500 pessoas. Todos são bem-vindos, mas tenho o direito de saber a que vieram. Será que entraram só para votar? Será que têm identidade com partido ou foram caçadas a laço apenas para dar sustentação", perguntou, justificando que as desconfianças são comuns quando a esmola é demais.

Até ontem à tarde, Spíndola ainda não tinha encerrado os estudos sobre a possibilidade de pedir a impugnação dos novos filiados. De qualquer forma, ele só tem até hoje para fazê-lo, uma vez que o prazo para tal procedimento extingue-se cinco dias após a assinatura das fichas.

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