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Redação
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Secretaria dos Transportes vai administrar a hidrovia Tietê-Paraná

Secretaria dos Transportes vai administrar hidrovia Tietê-Paraná

A hidrovia deverá receber investimentos de US$ 8 bilhões nos próximos 15 anos

Até o final deste mês, a hidrovia Tietê-Paraná deverá passar para a administração da Secretaria de Estado dos Transportes, através da Dersa

- Desenvolvimento Rodoviário S.A. O anúncio foi feito pelo secretário dos Transportes, Michael Zeitlin, após a audiência pública sobre privatização da Cesp. "A Dersa se prepara para assumir esta atividade e a mudança deverá ocorrer antes da privatização das três geradoras da Cesp, empresa até agora responsável pela hidrovia", disse Zeitlin.

A Hidrovia Tietê-Paraná está dentro do programa de desenvolvimento auto-sustentado elaborado pelo Governo do Estado, com objetivo de gerar renda, emprego e melhoria da qualidade de vida. Com uma extensão de 7 mil quilômetros, incluindo o trecho argentino do rio Paraná, além dos rios Paraguai e Uruguai, a hidrovia faz parte do complexo hidroviário do Mercosul.

Composta por dez eclusas ao longo de 2.400 km de navegação, a Tietê-Paraná começou a operar efetivamente, no transporte de cargas a longas distâncias, em 1993. No ano passado, ela foi responsável pelo transporte de 5,7 milhões de toneladas, sendo 90% de grãos e farelos. Para este ano, quando serão absorvidas entre 25% a 30% a mais no volume de cargas, as cinco empresas que atuam na hidrovia asseguram três milhões de toneladas para transportes de longa e médias distâncias. As cargas de longo percurso devem sofrer incremento de 170%. A eclusa de Porto Primavera vai operar cerca de 400 mil toneladas e a de Jupiá, 200 mil toneladas.

Com o transporte de ponta operando de forma eficiente, a hidrovia deverá oferecer, ainda este ano, fretes 30% mais baratos que os do setor rodoviário, com a vantagem de apresentar uma poluição 20 vezes menor por tonelada transportada. Até o ano 2002, a Hidrovia Tietê-Paraná contará com investimentos privados de US$ 850 milhões e para os próximos quinze anos a previsão é de US$ 8 bilhões em pólos industriais e turísticos, agricultura, frota e terminais.

Nos últimos anos, o Governo do Estado realizou diversas obras na região para facilitar e incentivar a multi e intermodalidade de transportes. Entre elas, o terceiro trilho da Fepasa, entre Bauru e Pederneiras, a estrada vicinal ligando o Porto de Pederneiras a SP-261 e a vicinal de Conchas ao Porto Fluvial, obras que possibilitam o ajuste da hidrovia ao sistema rodoviário paulista e centro-oeste brasileiro.

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