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Gado de corte

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 7 min

Bezerro deve ter umbigo cuidado após o parto

Bezerro deve ter umbigo cuidado após parto

Texto: Márcia Buzalaf

No gado de corte, o cuidado é importante, mas, é na criação leiteira que os problemas com o umbigo do bezerro se agravam mais. Uma das deficiências dos criadores

é não saber a hora certa de cuidar do bezerro para evitar que uma infecção leve o animal a morte. De acordo com o médico veterinário e vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Agrícola, Dr. Emílio Benedito Fanton, 52 anos, o tratamento tem que ser preventivo.

Os cuidados com o umbigo do bezerro logo após o parto são essenciais para que complicações com infecções não se prolongem.

Normalmente, o cordão umbilical do bezerro rompe em um determinado ponto no momento do nascimento, pela própria altura do animal.

Neste instante, o bezerro passa de um ambiente totalmente estéril para o "mundo contaminado", e é ai onde começam os problemas.

Para o médico veterinário, nas propriedades leiteiras, existe uma concentração mais elevada de animais e uma maior possibilidade de contaminação. "Nesse período e nesses animais, se exige um cuidado muito maior", garante o médico. "O mais rápido possível depois do parto", continua. Outra questão que auxilia no grau de infecção destes animais é a alta especialização que exige mais atenção do criador.

Já no gado de corte, os riscos de infecção são ligeiramente menores, em função da própria resistência que os animais soltos no pasto adquirem. Mesmo assim, todos os tipos de bezerros precisam de cuidado no corte do cordão umbilical logo após o parto. Além disso, o gado de corte, solto no pasto, tem características mais rústicas.

Entre os produtos mais utilizados, Fanton destaca o tradicional Iodo, que é usado freqüentemente. Além disso, produtos com uma coloração diferente ajudam a identificar os animais tratados.

Atualmente, o médico diz, todos os criadores têm consciência de que precisam fazer tratamento no umbigo dos bezerros. O grande problema, entretanto, é que o tempo de cuidar do umbigo é freqüentemente descuidado. "É importante que seja o mais rapidamente possível. Tem propriedades que deixam o bezerro dois dias depois do parto sem cuidar", explica.

Geralmente, as infecções são causadas pelos ovos que as moscas colocam no umbigo do animal. Como as voadoras procuram o sangue e o líquido plancentário no nascimento de um bezerro, a melhor forma de evitar a infecção causada pelos ovos é não fazer o nascimento do bezerro entre os meses de novembro a abril, época em que as moscas brejeiras colocam os ovos. "O ideal é que os animais nasçam entre agosto e dezembro", explica o médico. O período mais favorável para a monta, portanto,

é entre os meses de outubro e janeiro.

De acordo com Fanton, a segurança da saúde do boi costuma aumentar em até 60% se a vaca parir neste período estipulado.

O cuidado a ser tomado com a vaca é na nutrição pré-parto. No último terço da gestação, o desenvolvimento do bezerro na vida intra-uterina é na ordem de 60%. Nesta fase, o bezerro e os invólucros fetais pesam por volta de 45 a 60 quilos. "Portanto, se uma vaca antes da gestação pesava 400 quilos, e, depois, 440 quilos, ela na verdade emagreceu. E isso é um problema", explica.

Fanton diz que, como o umbigo é a via de alimentação intra-uterina do bezerro, o desenvolvimento dele tende a ser menor se a alimentação da vaca durante a gestação não for suficientemente reforçada, no setor proteico, energético e mineral. "É fundamental que estes três itens estejam em equilíbrio", alega Fanton.

Ele afirma que a própria exigência do mercado deve levar o produtor a cuidar mais do rebanho, começando desde cedo, logo após o nascimento do bezerro.

Trilha eqüestre oferece bons cavalos e natureza

Texto: Márcia Buzalaf

De uma área de 28 alqueires impossibilitada de ser alterada, por ser uma área de preservação ecológica, e de alguns cavalos Quarto de Milha que tinham, o cantor de música country Erik Breslau, 34 anos, e seu sócio Evandro Andrade, 34 anos, lançaram, no início do ano, uma trilha eqüestre de uma hora e meia por vários tipos de lugares e matas.

A idéia nasceu de um amigo em comum que foi aos Estados Unidos e que freqüentava um bar que tinha cavalos na porta.

"Vamos aproveitar e fazer do sítio um uso ecológico da área", explica. A trilha eqüestre já tem 300 cadastrados, mas Erik garante que mais de 500 pessoas de Bauru e região já passaram por lá.

O caminho começa ao lado da subestação da Cesp, na avenida Castelo Branco, e segue até próximo ao Rio Batalha, em diferentes trechos. A trilha, toda acompanhada por guias, não exige que a pessoa saiba cavalgar. A proposta do espaço é fornecer bons cavalos em uma trilha ecológica dentro da cidade para todas as faixas etárias.

Erik afirma que muita gente procura o passeio pela trilha mesmo, ou seja, apesar de terem cavalos, preferem fazer o caminho pela aventura. "É um mini-enduro, tem trechos abertos,

áreas de mata fechada, uma área de erosão, cachoeira, três brejos, uma represa, o rio", detalha.

De acordo com Erik, uma senhora de 70 anos já esteve lá para andar novamente à cavalo. Para os proprietários, o público-alvo acaba sendo mesmo as crianças e adolescentes. Ele conta que está fazendo contato com escolas de Inglês para que a trilha seja feita na língua estrangeira.

Erik garante que os 17 cavalos que atualmente têm são mansos, o que garante a segurança da aventura. Em alguns trechos, se a pessoa sentir receio, pode optar por desviar o caminho.

"Mas a maioria continua", garante Erik.O objetivo dos proprietários é montar futuramente um restaurante de comida tipicamente rural. Atualmente, o lugar tem duas churrasqueiras que são disponibilizadas para quem quiser fazer a trilha e depois fazer churrasco.

Confira, nas próximas edições do caderno de Turismo, mais informações sobre a trilha.

Semana quarto de Milha

Maior evento de quarto de Milha começa terça-feira

Do dia 20 a 25 de abril, será realizado o considerado maior evento esportivo de Quarto de Milha da América Latina, no Rancho das Américas e no Jockey Club de Sorocaba.

O grande prêmio Shalakô/Prata/Santo Ângelo, com animais da Estância Shalankô, Haras Prata e do Haras Santo Ângelo, de uma bolsa de R$ 100 mil, será entregue durante o evento.

Nele, competirão os animais vendidos no leilão do ano passado, que já têm experiência em tradicionais pencas em todo o Brasil.

No Estado de São Paulo, as pencas vêm ganhando espaço por proporcionarem mais emoção na torcida. Isso porque as pista são mais curtas, o que auxilia na velocidade dos animais.

Vale lembrar que o evento propiciará, entre as atrações, o MegaRace Sale, no dia 21, o 7.º Leilão Shalakô/Prata/Santo

Ângelo, dia 24.

Sorocaba tem primeira corrida profissional de avestruz

Em países como a Austrália, os Estados Unidos e a África do Sul, a prova é corriqueira. No Brasil, em 24 e 25 de abril, será realizada a primeira corrida profissional de avestruzes.

As regras são as mesmas que tradicionalmente são adotadas nas provas de Quarto de Milha. E esta é justamente a grande diferença entre as provas realizadas no exterior e esta primeira experiência brasileira. Os avestruzes participarão de provas em seis raias e em pistas de 150 metros, diferentemente de outros países, que deixam o animal solto para correr.

Os treinamentos são diários e começaram em agosto do ano passado e contaram com o adestramento de dez teimosos avestruzes. É que o animal tem dificuldade de memorização e, por isso, dificulta geralmente o trabalho.

Os jóqueis que quiserem "cavalgar" no avestruz de até dois anos devem pesar, no máximo, 60 quilos, já que o animal precisa de equilíbrio para cavalgar.

Os professores da montaria foram os filhos de um criador de avestruzes e "importadores" da modalidade, Maurício Lupifieri Jr. e Hélio Pagliari Lupifieri.

Serviço

A I Corrida Nacional de Avestruzes será realizada entre os dias 24 e 25 de abril, no Jockey Club de Sorocaba. Informações pelo fone: 3662-0225. (MB)

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