Barracão desaba na erosão da Elias Miguel Maluf
Barracão desaba na erosão na Elias Miguel Maluf
Texto: Ieda Rodrigues
Um barracão comercial localizado na quadra 12 da avenida Elias Miguel Maluf, na Vila Industrial, desabou com as chuvas de ontem. Parte da construção caiu dentro da erosão existente no local, que já chega a cerca de 800 metros de extensão por 17 de profundidade, segundo estimativa da Defesa Civil do Município. Duas casas próximas da erosão estão em área de risco, deixando 11 pessoas desalojadas. A Secretaria Municipal de Obras informou que, conforme já estava programado, começa o trabalho de recuperação da erosão na segunda-feira.
Além do barracão que desabou e das duas casas que precisaram ser desocupadas, a erosão está colocando em risco parte do prédio ocupado pela Batavo. A via, que a partir da erosão é, na verdade, a rodovia de acesso
à rodovia Bauru-Marília, continua interditada e o trânsito está sendo desviado para a avenida das Bandeiras.
Em uma das casas próximas à erosão, que já havia sido evacuada em janeiro, a Defesa Civil encontrou uma família de sete pessoas, incluindo uma criança de 15 dias. A Defesa Civil determinou que o imóvel fosse evacuado novamente e iria alojar a família num ginásio de esportes caso ela não fosse para casa de parentes, segundo explicou
Álvaro de Brito, coordenador do órgão.
Os moradores da outra casa que também está em área de risco de desabamento desocuparam o imóvel ontem pela manhã, indo para casa de parentes. A proprietária do barracão que desabou informou, através de seu advogado, Tertuliano Paulo, que vai impetrar uma ação pedindo indenização dos prejuízos.
O barracão, de cerca de 300 metros quadrados, estava alugado e havia produtos e móveis em seu interior, que se perderam. O prejuízo, segundo Paulo, foi de cerca de R$ 50 mil. O advogado ressaltou que sua cliente, proprietária do imóvel, há cerca de um ano vinha pedindo providências à Prefeitura com relação à erosão.
O secretário de Obras, Leandro Joaquim, disse ao JC nos Bairros que estava muito chateado com o desabamento e que reconhece que a Prefeitura terá que indenizar o proprietário. Ele confirmou que as obras de recuperação da erosão, estimadas em R$ 120 mil, começam na segunda-feira. Ontem
à tarde, segundo ele, uma equipe de Obras trabalhou no local, fazendo a contenção.
Pili Cardoso, proprietário do prédio ocupado pela Batavo e que já está em área de risco, entrou em contato com a Redação para afirmar que está preocupado com a situação e cobrar providências da Prefeitura. Ele pretendia fazer um boletim de ocorrência de preservação de direitos e frisou que é um absurdo a Prefeitura não ter contido a erosão no começo.