Frio já aumenta a procura por atendimento no PS Infantil
Frio já aumenta a procura por atendimento nos PS's infantis
- resfriado é a virose que mais ataca as crianças -
A acentuada queda na temperatura registrada na cidade desde o final de semana já provou aumento na incidência das viroses entre crianças. A procura por atendimento, nos quatro Pronto Socorros do município, intensificou-se em 25 a 30 por cento, segundo avaliação do chefe da Unidade Infantil do PS Central, Filinto dos Santos Neto.
Na sua maioria, os casos são de resfriado, que se manifesta geralmente através de coriza e de tosse e febre em pequena intensidade. A criança é examinada, e então o pediatra prescreve medicação destinada a atenuar os sintomas, até que o organismo da criança reaja. Também orienta a mãe ou responsável a dar muito líquido, frutas e vitaminas (principalmente a C), para acelerar o processo de recuperação.
No caso de gripe, cujos sintomas são mais intensos que os do resfriado - há casos de dores no corpo, febre, mal estar geral e até vômito e diarréia
- o procedimento do médico é o mesmo, apenas com a recomendação de repouso e cuidados mais acentuados. A grande preocupação, tanto no caso de resfriado como de gripe, são as complicações, que surgem com a debilidade do sistema imunológico da criança: são as infecções por bactérias oportunistas, como sinusite, otite (infecção de ouvido), amigdalite
(infecção de garganta) e pneumonia. "São essas complicações que eventualmente, podem levar a óbito", adverte o médico.
De acordo com Santos Neto, a vacina contra a gripe que está sendo aplicada em idosos na rede pública também pode ser dada a crianças a partir dos seis meses. Mas a vacinação só está sendo feita em clínicas particulares. Por causa do grande número de crianças que receberiam as doses, ficou inviável, do ponto de vista econômico, a extensão da vacinação para a faixa infantil na rede pública.
Mas há formas de se evitar as viroses de inverno em crianças sem se recorrer à vacina, afirma o médico. As orientação são a alimentação saudável para a criança, com frutas e verduras no cardápio, leite materno (no caso de bebês), ingestão de muito líquido, evitar mudanças bruscas de temperatura, evitar aglomeração de pessoas e evitar contato com pessoas infectadas pela gripe ou resfriado.
O chefe da Unidade Infantil do PS Central assegura que a rede municipal de saúde está suficientemente preparada para atender ao aumento da procura por atendimento, por causa das viroses infantis. Mas assinala que a colaboração precisa vir também da própria população. Ele explica que se a criança apresentar um quadro com coriza
(nariz escorrendo) e um pouco de tosse, sem febre, os pais podem tratá-la com medicamentos simples, repouso e agasalhos, esperando 24 horas. Se os sintomas não desaparecerem, aí então um Pronto Socorro pode ser procurado.
"Muitas vezes, a criança é levada ao PS às seis horas da tarde. Até a consulta ser completada, às vezes são oito e meia, até nove horas da noite. Essa criança vai sair do prédio e enfrentar todo o frio do ambiente. Torna-se, com isso, séria candidata a voltar à unidade no dia seguinte, com complicações por causa do choque térmico acentuado", observa Santos Neto.