Geral

Combate a criminalidade

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Projeto "Juventude contra o crime" faz multiplicadores

Projeto "Juventude contra o crime" forma multiplicadores

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Nos mesmos moldes do projeto "Jovem contra o crime", desenvolvido nos Estados Unidos, o Pelotão Leste da Polícia Militar está formando grupos de adolescentes em Bauru para serem multiplicadores de informações. "Juventude contra o crime", a versão bauruense do projeto, pretende incentivar os jovens a disciplina, educação e cidadania.

O primeiro passo para o desenvolvimento do projeto já foi dado pelo sargento Sinval Alves de Almeida. Ele recrutou 200 adolescentes de várias escolas para participarem do projeto. "As inscrições não puderam prosseguir porque eram muitos os candidatos", disse.

Ontem, na primeira reunião do grupo, na escola estadual João Maringoni, no Núcleo Beija-Flor, os jovens de 5.ª a 8.ª séries tiveram as primeiras informações do curso de formação do Pelotão Mirim. O idealizador do projeto diz que os grupos vão agir como um "policial de escola", orientando e ajudando seus colegas, a fim de acabar com a violência e tornar a escola um local calmo, tranqüilo e, principalmente, um lugar agradável para estudar.

O comandante do Pelotão Leste, tenente Renato Ramos, explica que nesta primeira fase o projeto vai acolher 73 alunos, divididos em duas turmas - manhã (34) e tarde (39). "Eles vão receber instruções sobre inúmeros assuntos. O projeto conta com o auxílio de estudantes das universidades locais", contou.

A previsão dos integrantes do projeto é que cada um dos 73 alunos se torne um multiplicador. "Achamos que o projeto deve atingir dois mil estudantes em um ano." O tenente acredita que o trabalho de base seja essencial para que a violência na escola não atinja uma situação crítica. "É um trabalho que envolve toda a comunidade do bairro e da escola", ressaltou.

Sem pichações

O idealizador do Pelotão Mirim, sargento Sinval Almeida diz que o pelotão nasceu do líder de classe. "Há um ano estamos trabalhando com estudantes das escolas. Aqui, no João Maringoni, instituímos o líder de classe. Um jovem que leva informações da classe para a diretoria da escola e a diretoria é que faz o contato com a polícia, em casos em que há necessidade", explicou o sargento.

As pichações na escola, depois da implantação do líder de classe, segundo o sargento, diminuíram em 70%. "Orientamos os alunos a se livrar das brigas de gangues e, hoje, eles raramente se envolvem. Contra o uso de droga, o Proerd (programa de prevenção às drogas) tem feito um trabalho de prevenção", acredita.

Almeida explica que o projeto "Juventude contra o crime" vai oferecer seis horas/aulas, semanais. "Começa em maio e encerra-se no dia 15 de dezembro, aniversário da Polícia Militar. As aulas, extra-curriculares, serão desenvolvidas em horários contrários àqueles que o jovem freqüenta a escola normal. Temos uma turma de manhã e outra a tarde."

Dentre os assuntos que serão abordados, ele destaca prevenção

às drogas, trânsito, nutrição, odontologia, disciplina e até música. "Os jovens vão aprender a desfilar e, no final de semana, vão aprender a tocar flauta", disse o sargento.

Participam

Participam do projeto Juventude Contra o Crime estudantes das seguintes escolas: Sesi da Vila Santa Luzia, Colégio Rogacionista, Colégio São Francisco, Colégio La Salle, Escola Municipal Santa Maria, Escola Estadual João Maringoni, Escola Estadual Guedes de Azevedo e Escola Estadual Ada Cariani Avalone

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