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Doenças respiratórias

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 4 min

Tempo e intensidade dos sintomas indicam quando procurar o médico

Tempo e intensidade dos sintomas indicam quando procurar o médico

Texto: Sabrina Magalhães

A busca pela vacina antigripal tem aumentado ano a ano. A eficácia do medicamento chega a 80%

Todas as viroses do período outono/inverno apresentam praticamente os mesmos sintomas. É a intensidade e a duração deles que vai mostrar a necessidade de se procurar ou não pelo médico. Febre, dores pelo corpo e de cabeça, cansaço, incÃmodo nasal e tosse, devem ser observados atentamente.

Um dos primeiros sinais da "invasão" do vírus são as crises de espirro e tosse e o nariz escorrendo ou congestionado. Algumas vezes, os olhos também ficam avermelhados, inchados e lacrimejantes. São reações incÃmodas, mas não significam que o paciente deve sair correndo para o consultório médico.

A sensação de fraqueza, cansaço, acompanhada da vontade de ficar deitado, quieto, também são consideradas normais: o organismo está gastando muita energia para mobilizar seu exército de anticorpos e abater o inimigo. Este mal-estar só deve ser investigado por um médico se vier acompanhado de dores musculares, já que há outras viroses, como a dengue, que se manifestam com dores pelo corpo.

Se a irritação atinge a garganta, também

é aconselhável consultar o especialista, porque a virose pode estar dando lugar a uma amigdalite ou faringite.

Quadros de vÃmito e diarréia associados, ou seja, ao mesmo tempo, também merecem investigação médica. Por causa da diarréia, o paciente perde muito líquido. Se ele consegue tomar líquidos e repor, tudo bem; o próprio organismo cuida de regular a função intestinal. Acontece que quando o paciente perde água na diarréia e não consegue repor, porque vomita, ele corre sérios riscos de apresentar desidratação em poucas horas, principalmente quando o paciente tem menos de cinco anos. Nesses casos, deve-se procurar o médico o mais rápido possível. Se o vÃmito não for controlado com remédios, o paciente vai receber soro pela veia.

Febre

A febre, em geral, é o sintoma que mais apavora os pais. No entanto, os especialistas afirmam que ela é apenas mais uma arma do organismo contra o vírus: elevando a temperatura interna, dificulta-se a invasão de outros germes, como as bactérias. Normalmente, o que o paciente apresenta é uma febrícula em torno de 38 graus. Diante deste quadro, deve-se tomar um medicamento antitérmico comum, uma dipirona.

Agora, se a febre persistir por mais de 24 horas ou se ela estiver acima dos 39 graus, o médico deve ser avisado, porque febre muito alta pode levar o paciente a crises convulsivas e febres duradouras indicam infecções mais sérias.

"A população precisa colaborar um pouco, porque nesta época aumenta muito a procura pelo Pronto-socorro. Um simples resfriado pode ser resolvido dentro de casa, com cuidados bem simples. Além do mais, ao levar a criança ao PS, ela vai estar sendo exposta também aos vírus de outros pacientes, o que não é bom", destacou o diretor do Pronto-Atendimento Infantil (PAI), Felinto dos Santos Neto.

Em resumo, é importante considerar que o organismo deve livrar-se do vírus em até cinco dias. Se o quadro viral permanecer inalterado por mais de dez dias ou ainda se houver sangue nas secreções, dores no peito ou nas costas, deve-se procurar o médico, porque são sinais de que o organismo não está conseguindo vencer a batalha contra o "invasor" e a doença está se complicando.

Vacina

"Uma boa opção nos últimos anos tem sido a vacina antigripal, que chega a ter 80% de eficácia. Além de prevenir a doença, o paciente vacinado que fica gripado apresenta menor intensidade dos sintomas, a reação

é mais rápida e a gripe não derruba", observou Felinto.

A vacina é feita com amostras de vírus coletados em laboratórios de diferentes partes do mundo. Esses vírus são atenuados geneticamente e injetados no organismo humano. O sistema imunológico vai reconhecer esse produto como corpo estranho e criar seus anticorpos.

A única desvantagem da vacina é que o vírus da gripe é um dos que sofre mais mutações. Então, a vacina que é desenvolvida hoje com os vírus que circulam na atmosfera, em poucos meses pode não ter eficácia contra determinado vírus, que já sofreu mutação. Para garantir a eficácia do produto, então, a validade da antigripal é de apenas um ano, período em que um novo medicamento é produzido, tendo por base as novas mutações.

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