Trilha eqüestre oferece natureza e aventura
Trilha eqÃestre oferece natureza e aventura
Texto: Josefa Cunha
O anúncio não mente. A recém-criada Trilha Rural EqÃestre do sÃtio Ibituruna, dentro de Bauru mesmo, realmente garante farta natureza e muita aventura aos que sabem, gostam ou pelo menos desejam andar a cavalo. Num passeio que pode durar até duas horas, os trilhadores enfrentam desafios como a descida de um "minicanyon", se divertem na travessia de lagos e se refrescam tomando água direto na mina.
A idéia de criar o lazer rural em meio à urbe foi importada por Erik Breslau de algumas cidades americanas onde esse tipo de entretenimento é tradicional. O projeto foi apresentado ao cunhado, Evandro Andrade, dono da propriedade, que logo de cara topou a empreitada. Os investimentos, aliás, nem foram muitos. O local e os cavalos já estavam disponÃveis, e o resto contou com a criatividade dos sócios.
O sÃtio Ibituruna fica próximo à subestação Terra Branca da CPFL, numa área de preservação ambiental. No local, a mata nativa não pode ser devastada para cultivo ou outras funções. O traçado natural acabou sendo a única alternativa de utilização
- muito bem aproveitada diga-se de passagem. A trilha foi aberta em meio a uma grande e antiga erosão, cuja beleza natural se incumbe de atrair a atenção dos visitantes. A preparação do itinerário consumiu um mês inteiro de trabalho braçal.
Numa estrutura rústica que se harmoniza perfeitamente com a paisagem campestre, os sócios Breslau e Andrade também montaram um bar que oferece refrigerantes, cerveja e até churrasqueira para quem quiser estender o passeio. Pela manhã, as bebidas dão lugar a um café bem ao estilo "fazenda", com direito a leite, biscoitos e queijo fresco.
Da frente do bar, os trilhadores podem acompanhar a preparação dos cavalos, todos meio-sangue da raça Quarto-de-Milha, considerados ideais para esse tipo de montaria. As escolha dos animais fica por conta do cliente, que pode optar pelos mais ligeiros
- indicados para quem já sabe montar - ou pelos mais mansos. Vale frisar que antes de partir para a trilha os guias ensinam as regras básicas para a condução do animal e dão as primeiras dicas sobre a primeira parte do trajeto.
Até a chegada na trilha propriamente dita, gasta-se cerca de 15 minutos por um campo limpo e ascendente. A calmaria, entretanto, termina logo no primeiro obstáculo: a descida do "minicanyon". Nesse local, há espaço para somente um cavalo na lateral e o grupo de trilhadores o percorre em fila indiana. Conforme a descida avança, os barrancos e a vegetação crescem na lateral e escondem o sol. O ar é fresco e a constante fragrância das flores e mata do cerrado indica que também é puro. Além do bom aroma, cruza-se, durante quase toda a trilha, com borboletas multicores. É pura natureza!
Em mais um encontro com a paisagem natural - isso já na metade do passeio -, os trilhadores têm direito a um breve descanso. A parada é bem-vinda, principalmente para o corpo de quem não está acostumado com o ritmo do trote. A pausa, feita a pé, é feita próxima a uma minicachoeira, que escorre água pura da mina. O acesso até a queda não exige muito, aliás, quase nada se comparado ao prazer de beber uma água limpa e fresquinha depois de uma hora de montaria.
Durante todo o passeio, os guias informam caracterÃsticas do local e adiantam quais os obstáculos seguintes. Os comentários, vale destacar, também podem ser feitos em inglês, numa dica especial para as escolas de idiomas que querem agregar lazer ao ensino de seus alunos. Quem garante o diferencial idiomático
é o próprio Erik Breslau, que tem fluência na lÃngua inglesa.
A trilha rural não tem restrição de idade, tornando-se propÃcia para o lazer em famÃlia. Crianças pequenas que ainda não podem conduzir sozinhas o cavalo devem ir na companhia de um adulto, preferencialmente que saiba montar. Crianças maiores - a partir dos 8 anos - podem seguir sozinhas, optando pelos animais mais dóceis.
A trilha rural eqÃestre fica na quadra 37 da avenida Castelo Branco. Há indicação da entrada, que está situada ao lado da subestação da CPFL (Terra Branca). Diariamente, são quatro horários disponÃveis para o passeio, com saÃdas à s 9 horas e 11 horas
(perÃodo da manhã) e 14h30 e 16h30 (à tarde). As reservas devem ser feitas com antecedência pelos fones 236-1367 ou 971-5841. Cada saÃda é restrita a grupos de dez pessoas no máximo. O preço individual é de R$ 10,00, mas crianças acompanhadas não pagam.
Uma outra opção que vem sendo oferecida exclusivamente aos domingos e feriados é a cavalgada. Num trajeto bem mais longo, terminando em Piratininga, o passeio dura cerca de quatro horas e meia. Durante o caminho, feito em estrada de terra, uma camionete acompanha o grupo, servindo bebidas e petiscos.
Segundo Erik Breslau, a intenção é expandir ainda mais os limites das cavalgadas. "Pretendemos fazer passeios de até dois dias, chegando até Cabrália Paulista. Para isso, estamos fazendo contatos com fazendas daquela região a fim de acertar as hospedagens", adiantou.