Dívida da CPFL está quase acertada
DÃvida com a CPFL está quase acertada
Texto: Josefa Cunha
A dÃvida de R$ 1,6 milhão que a Prefeitura tem com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) está na iminência de ser renegociada. Ontem, mais uma vez, diretores da empresa estiveram reunidos com o prefeito Nilson Costa (PL) e o secretário municipal das Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, no intuito de achar uma solução consensual para o problema. A administração apresentou uma proposta que incorpora parcelamento, redução de juros e abatimento, mas a resposta da companhia deve vir somente na próxima segunda-feira. Mesmo assim, as perspectivas de acordo são animadoras.
O crédito que a CPFL tem a receber é referente aos serviços de expansão da rede realizados nos últimos dois anos. A dÃvida, aliás, está impedindo a ligação da rede nos novos núcleos habitacionais da cidade, como o Bauru 2000 e o Vitória Régia, em vias de serem entregues aos mutuários. A empresa já avisou que não expandirá a rede para essas localidades enquanto os valores devidos não forem pagos ou pelo menos renegociados.
O acordo proposto pela Prefeitura, no entanto, abrange também a conta de energia do municÃpio - referente ao consumo das praças e prédios públicos - que estará vencendo no inÃcio de maio. O não-pagamento da tarifa mensal, cujo valor beira os R$ 170 mil, pode provocar um "apagão" geral, segundo alerta antecipado feito pela própria CPFL.
No acordo pretendido pela Prefeitura, toda a redução
é bem-vinda. Tanto assim, que as ações que o municÃpio possui da energética estão sendo colocadas no acordo e abatem cerca de R$ 200 mil do montante total devido. Nilson Costa também insistiu na revisão dos juros cobrados no parcelamento, hoje taxados em 2,7%, e na concessão de um desconto geral. O aceno favorável da companhia à s vantagens pleiteadas, o que parece bastante provável, deverá encerrar mais um impasse financeiro da administração municipal. A resposta, possivelmente em caráter definitivo, deverá ocorrer ainda esta semana ou, no mais tardar, até a próxima segunda-feira.
Para Raul Gomes Duarte Neto, titular das Finanças, as reivindicações da Prefeitura foram colocadas com coerência e seguem a realidade financeira do municÃpio. Segundo ele, a administração sabe que precisa saldar o débito, mas ao mesmo tempo necessita de condições verdadeiramente viáveis para fazê-lo.
Sem "aluguel"
Durante a reunião de ontem, CPFL e Prefeitura voltaram a discutir a cobrança do "aluguel" dos postes, mas a energética reiterou sua oposição total ao expediente. A empresa, inclusive, já avisou que não pagará quaisquer taxas e que eventuais cobranças efetuadas serão contestadas judicialmente. A Prefeitura, por sua vez, também não voltou atrás e mantém a idéia de efetivar a cobrança tão logo termine os estudos sobre a questão. "Vamos seguir o que determina a lei", justificou Duarte Neto.
A cobrança do uso do solo público pelos postes da CPFL seria uma alternativa para compensar a supressão das taxas de iluminação, antes lançadas e recolhidas no carnê do IPTU. Segundo o secretário de Finanças, os cálculos visam justamente o equacionamento das perdas. Por enquanto, ainda não se sabe quantos postes estão instalados na cidade, mas a administração já cogita o valor de 3 a 4 Ufirs mensais para cada um deles, o que daria um "aluguel" aproximado de R$ 1,80.