Associação permite troca de experiências
Associação permite troca de experiências
Texto: Sabrina Magalhães
Participar de reuniões com outras famÃlias de doentes de Alzheimer ajuda a aliviar o estresse, além de ser boa oportunidade de obter orientação
Discutir com pessoas que têm problemas semelhantes um problema seu pode ser a melhor forma de manter o equilÃbrio diante de uma situação tão difÃcil quanto cuidar do doente de Alzheimer. Foi pensando nisso que um grupo de pessoas formou, em julho do ano passado, a Associação dos Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer (Afada), em Bauru.
De acordo com o presidente da Afada, o psicólogo Wilmar Andolfato Scavassa, a idéia surgiu quando a doença foi diagnosticada na tia dele. As dificuldades estimularam a famÃlia a colocar no jornal um anúncio para que quem tivesse um parente com Alzheimer na famÃlia os procurasse. Cerca de 20 pessoas entraram em contato e foi marcada uma reunião, donde surgiu a idéia de formar uma associação.
"O objetivo era dar condições para essas pessoas, buscar auxÃlio junto à sociedade, buscar medicamentos, informações." No final de 1998, o grupo entrou em contato com a Associação Brasileira de Alzheimer
(Abraz). Conheceu o trabalho e agora está acertando a documentação para se tornar uma sub-regional da entidade.
"A médio prazo, nós pretendemos implantar aqui um serviço semelhante ao do CVV, em que a pessoa telefona quando tiver alguma dúvida, aquele que tem alguma curiosidade sobre a doença, as conseqÃências, as peculiaridades do paciente. Ele liga para um determinado número e lá ele consegue todas essas informações e orientações. Para isso, faltam ainda os recursos financeiros. A intenção
é estar com isso implantado dentro de uns seis meses", comentou um representante da Afada, José Zonta Jr.
Abraz
Em 1991, um grupo de médicos cansados de repetir à s famÃlias que não havia nada a fazer, uniram-se a essas famÃlias e criaram a Abraz, uma entidade sem fins lucrativos. A proposta, tal qual a de outras associações, era reunir um grupo de pessoas com o mesmo problema para discutir experiências e alternativas de tratamento, bem como buscar orientações para melhor lidar com o parente doente.
Entre as intenções do grupo, estavam promover o bem-estar dos portadores da doença, orientar e promover o bem-estar da famÃlia dos doentes, discutir os problemas relacionados à doença, organizar grupos de voluntários para dar suporte familiar, buscar apoio de outras organizações afins, apoiar a pesquisa cientÃfica, coletar e repassar informações, sensibilizar o poder público e entidades privadas para o problema do Alzheimer e criar serviços de atendimento aos pacientes e familiares.
Atualmente, a entidade conta com cerca de 8.000 associados, espalhados por várias sub-regionais no PaÃs.
Reuniões
"Nosso papel é conversar sobre a doença, sobre os problemas que as famÃlias enfrentam, de uma forma que todos possam desabafar. Para isso, temos algumas atividades especiais, comemoramos aniversários, assistimos a filmes, fazemos leituras e cada um conta alguma coisa que aconteceu em sua casa naquela semana. O outro ouve, dá palpite, conta sua história, tudo para que os cuidadores do doente de Alzheimer possam espairecer", comentou Scavassa.
Ele salientou que as reuniões são quinzenais e contam também com a participação de médicos. Tudo é gratuito, inclusive o local das reuniões
- uma sala cedida pela Igreja Presbiteriana. "Mas, deixemos claro: não há vÃnculos com nenhuma religião. O grupo tem católicos, espÃritas, protestantes, evangélicos. Qualquer pessoa pode participar."
Serviço
As próximas reuniões estão marcadas para os dias 8 e 22 deste mês, das 14h30 à s 16 horas, na sala 5 do EdifÃcio de Educação Cristã, que fica na rua Ezequiel Ramos, quadra 7. Outras informações pelos telefones 234-1270 (com Cleusa), 234-9805 (Com Zonta) ou 238-7892 (com Odete).