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Mal de Alzheimer

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Associação permite troca de experiências

Associação permite troca de experiências

Texto: Sabrina Magalhães

Participar de reuniões com outras famílias de doentes de Alzheimer ajuda a aliviar o estresse, além de ser boa oportunidade de obter orientação

Discutir com pessoas que têm problemas semelhantes um problema seu pode ser a melhor forma de manter o equilíbrio diante de uma situação tão difícil quanto cuidar do doente de Alzheimer. Foi pensando nisso que um grupo de pessoas formou, em julho do ano passado, a Associação dos Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer (Afada), em Bauru.

De acordo com o presidente da Afada, o psicólogo Wilmar Andolfato Scavassa, a idéia surgiu quando a doença foi diagnosticada na tia dele. As dificuldades estimularam a família a colocar no jornal um anúncio para que quem tivesse um parente com Alzheimer na família os procurasse. Cerca de 20 pessoas entraram em contato e foi marcada uma reunião, donde surgiu a idéia de formar uma associação.

"O objetivo era dar condições para essas pessoas, buscar auxílio junto à sociedade, buscar medicamentos, informações." No final de 1998, o grupo entrou em contato com a Associação Brasileira de Alzheimer

(Abraz). Conheceu o trabalho e agora está acertando a documentação para se tornar uma sub-regional da entidade.

"A médio prazo, nós pretendemos implantar aqui um serviço semelhante ao do CVV, em que a pessoa telefona quando tiver alguma dúvida, aquele que tem alguma curiosidade sobre a doença, as conseqÃências, as peculiaridades do paciente. Ele liga para um determinado número e lá ele consegue todas essas informações e orientações. Para isso, faltam ainda os recursos financeiros. A intenção

é estar com isso implantado dentro de uns seis meses", comentou um representante da Afada, José Zonta Jr.

Abraz

Em 1991, um grupo de médicos cansados de repetir às famílias que não havia nada a fazer, uniram-se a essas famílias e criaram a Abraz, uma entidade sem fins lucrativos. A proposta, tal qual a de outras associações, era reunir um grupo de pessoas com o mesmo problema para discutir experiências e alternativas de tratamento, bem como buscar orientações para melhor lidar com o parente doente.

Entre as intenções do grupo, estavam promover o bem-estar dos portadores da doença, orientar e promover o bem-estar da família dos doentes, discutir os problemas relacionados à doença, organizar grupos de voluntários para dar suporte familiar, buscar apoio de outras organizações afins, apoiar a pesquisa científica, coletar e repassar informações, sensibilizar o poder público e entidades privadas para o problema do Alzheimer e criar serviços de atendimento aos pacientes e familiares.

Atualmente, a entidade conta com cerca de 8.000 associados, espalhados por várias sub-regionais no País.

Reuniões

"Nosso papel é conversar sobre a doença, sobre os problemas que as famílias enfrentam, de uma forma que todos possam desabafar. Para isso, temos algumas atividades especiais, comemoramos aniversários, assistimos a filmes, fazemos leituras e cada um conta alguma coisa que aconteceu em sua casa naquela semana. O outro ouve, dá palpite, conta sua história, tudo para que os cuidadores do doente de Alzheimer possam espairecer", comentou Scavassa.

Ele salientou que as reuniões são quinzenais e contam também com a participação de médicos. Tudo é gratuito, inclusive o local das reuniões

- uma sala cedida pela Igreja Presbiteriana. "Mas, deixemos claro: não há vínculos com nenhuma religião. O grupo tem católicos, espíritas, protestantes, evangélicos. Qualquer pessoa pode participar."

Serviço

As próximas reuniões estão marcadas para os dias 8 e 22 deste mês, das 14h30 às 16 horas, na sala 5 do Edifício de Educação Cristã, que fica na rua Ezequiel Ramos, quadra 7. Outras informações pelos telefones 234-1270 (com Cleusa), 234-9805 (Com Zonta) ou 238-7892 (com Odete).

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