Grupo para salvar Noroeste está de prontidão
Série A-II Grupo para salvar Noroeste de prontidão Texto: Leonardo de Brito Um grupo de esportistas bauruenses, integrado por pessoas ligadas à vida do Noroeste há muitos anos, pode assumir o comando do clube. O grupo só espera que se confirmem os boatos segundo os quais, o presidente Archivaldo Reche renunciaria. Mas os beneméritos noroestinos "estão de prontidão para o que der e vier, com ou sem renúncia do atual comando", afirmou Borges Filho, que se auto-proclamou supervisor. ABANDONO - Domingo, na derrota de 5 a 1 em Santo André, que fica quase na Grande São Paulo, a dupla que comanda o Noroeste não apareceu. Dirigente do clube só havia um, que é remunerado e mora em São Paulo. Trata-se de Marcos Bocatto, que só aparece em jogos do time. O presidente Archivaldo Reche não vem a Bauru há mais de um mês, e teria solicitado dos funcionários da sede, um balancete. Comenta-se que poderá renunciar a qualquer momento. A imprensa vem tentando, mas não consegue localizar Reche, nem em telefonemas feitos pela manhã,
à tarde e à noite. Damião Garcia, conselheiro e patrono do clube, esteve no Estádio Alfredo de Castilho pela última vez no dia 18 de abril, quando o Noroeste venceu a Ponte Preta por 2 a 0. Damião praticamente abandonou o barco. O grupo que está de prontidão é formado pelos ex-presidentes Gibran Cury, Inocêncio Medina Garcia, Ibrahim Cameschi e Cláudio Amantini, além de noroestinos que sempre ajudaram o clube, como Toninho Gimenez, Fernando Garms e Manoel Marques, entre outros. Esses noroestinos reúnem-se quase que diariamente, para discutir planos que podem tirar o Norusca situação desesperadora em que se encontra. Se o presidente Archivaldo Reche renunciar, assumiria o vice-presidente Mário Figueiredo ou uma comissão provisória, até o Conselho Deliberativo marcar nova eleição e escolher o novo presidente do clube. REVOLTA - Torcedores têm se manifestado através dos
órgãos de divulgação da cidade, e até a vexatória campanha da equipe no Campeonato Paulista da Série A-II fica num segundo plano. A preocupação
é com o futuro do clube, irremediavelmente condenado a disputar o "Torneio da Morte", quando correrá o risco de ser rebaixado. A torcida noroestina está mais revoltada com os dirigentes do que com os jogadores e comissão técnica. O técnico Baroninho anda desolado e já não pensa como antes, quando acreditava até na vaga para um dos quadrangulares da próxima fase do campeonato. Agora, deve estar achando que seu time dificilmente deixará de participar de outro quadrangular, o da "morte". Mas se depender de noroestinos de peso, não haverá rebaixamento. O grupo de ex-presidentes pensa numa renovação no elenco, embora "relâmpago", para evitar que o Noroeste dispute o torneio dos quatro piores times. Matematicamente isso é possÃvel, pois faltam ainda sete jogos, todos eles pelo returno da segunda fase, a partir deste domingo. BORGES FILHO - "Estou voltando a mandar no futebol do Noroeste". Foi o que Borges Filho disse domingo a Bocatto, após o jogo contra o Santo André. Borges, que está há mais de duas décadas no Noroeste, como dirigente e funcionário, volta a ser o supervisor do Departamento de Futebol, após ser marginalizado pela diretoria. O experiente funcionário e dedicado noroestino, vinha ultimamente apenas cuidando do registro de atletas e chegou a ser chamado de diretor de documento. "Noroestinos de verdade, bauruenses, não vão deixar a peteca cair", disse Borges, que sem tomar conhecimento de Reche, Bocatto e de José AntÃnio Bressan, coordenador do Departamento de Futebol,
"assinou o decreto" nomeando-o supervisor. Na base do daqui não sai, daqui ninguém me tira, tudo pelo amor que tem com o Norusca.