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Telefonia celular

Mácia Buzalaf
| Tempo de leitura: 4 min

Tess investiu R$ 10 milhões em Bauru

Tess investiu R$ 10 mi em Bauru

Texto: Márcia Buzalaf

A Tess S.A., detentora da concessão da banda B da telefonia celular no interior e no litoral de São Paulo, inicia suas atividades hoje em Bauru, com um investimento inicial de R$ 10 milhões e a previsão de mais R$ 20 milhões destinados a campanhas publicitárias até o final deste ano. O investimento da empresa no Estado já soma R$ 2 bilhões.

A expectativa da Tess é grande no Interior. Em Bauru, a meta é de ter, até o final do ano, 35 mil clientes novos. "Nós achávamos que era um número agressivo, mas, vendo a recepção da cidade, notamos que na verdade é um número tímido", disse o presidente da Tess, Ricardo Caldas Ferreira, em coletiva realizada na tarde de ontem. No Brasil todo, a empresa tem 110 mil linhas comercializadas desde dezembro do ano passado, quando iniciou suas atividades, com a meta de ter 500 mil clientes até o fim do ano.

Ferreira diz que a Tess está gerando, em Bauru, 10 empregos. No Estado todo, são 523 funcionários diretos, com o objetivo de empregar mil trabalhadores em sua área até dezembro.

O marketing agressivo da empresa na cidade parece ter dado resultado. Tentando aliar preço baixo e uma boa causa, a empresa anunciou que estaria vendendo 200 aparelhos celulares já habilitados por R$ 50,00, com esta renda sendo revertida para a Associação Bauruense de Combate ao Câncer (veja matéria ao lado). O preço da habilitação é R$ 280,30.

Os aspectos que Ferreira destaca como sendo diferenciais da Tess, além do fato de ser 100% digital, giram em torno da qualidade, tanto técnica quanto de atendimento e desenvolvimento de novos produtos.

Entre os pioneirismos da empresa, está o telefone celular pré-pago, em que o cliente compra o aparelho habilitado, que é acionado através de um cartão de R$ 25,00, R$ 50,00 e, posteriormente, de R$ 100,00 de gasto na ligação.

O objetivo do novo sistema, que já tem concorrente diretor pela Telesp Celular, é controlar os gastos de uma camada da população que precisa ter calculado quanto vai gastar com a conta telefÃnica do celular.

Ferreira também falou sobre o sistema de entrega do telefone celular, chamado de Tess Delivery. Segundo ele, esta deve ser a primeira empresa de telefonia celular no mundo a oferecer a habilitação e o aparelho a domicílio. "A pessoa só precisa ligar e passar alguns dados", alega. O bloqueio de ligações internacionais, de DDD e de 0900, também foram inovadores no mercado.

Um anúncio importante feito por Ferreira, ainda sem maiores detalhes, é o sistema de roamming (sistema de permite ao usuário fazer ligações fora da área do seu celular) internacional. Atualmente, o sistema permite que o cliente possa falar ao telefone em todas as cidades do Brasil.

"Em São Paulo, o melhor celular para se falar é da Tess, que tem cobertura da BCP e da Telesp Celular.

Clientes esperam sem saber se vão conseguir o celular

Vários consumidores engordaram a fila de espera da Tess ontem para a venda de aparelhos celulares habilitados por R$ 50,00, mesmo depois das senhas terem superado os 200 celulares disponíveis por este preço. Até às 15h30 de ontem, 263 consumidores estavam esperando na fila a desistência de alguns clientes para que conseguissem comprar a linha.

O primeiro consumidor a entrar na fila chegou às 5h30 de ontem na porta da empresa. Gustavo Fracaroli, de apenas 13 anos, já entende o vocabulário da telefonia e diz que esta será a primeira linha "móvel" que a família terá. Revezando o poli position com a mãe e o pai, Gustavo afirma que o preço foi o atrativo, se não, sua família não teria condições de comprar um aparelho.

Na última posição, Maria de Lourdes Cocci aguardava com esperança as desistências, para que ela conseguisse comprar o celular para seu filho. Sozinha, ela esperava que sua cunhada fosse "rendê-la" na espera que termina às 8 horas da manhã de hoje.

Revezamento, aliás, foi a palavra-chave da fila. Esposas, filhos, parentes, amigos, todos ajudam quem precisa conseguir uma linha celular mas não teria recursos fora da promoção.

Para passar o tempo, os clientes levaram revistas, jornais, alimentos, cartas, dominós e até celulares, para se comunicarem com os parentes. Alguns consumidores afirmaram que já tinha o aparelho celular, mas o preço era tão bom que valeria a pena ter mais um.

Um vendedor de salgados, que vendeu seus produtos para os consumidores da fila, disse que o movimento estava fraco até a tarde, mas achava que a noite as pessoas estariam com mais fome. "Se tivesse oportunidade, eu estaria na fila porque preciso de um celular para minhas vendas", confessou ele.

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