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Aumento de preço

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 3 min

Reajuste de montadoras preocupa concessionárias

Reajuste de montadoras preocupa concessionárias

Texto: Luciano Augusto

O reajuste na tabela de carros 0 km anunciado na terça-feira pelas montadoras deixou as concessionárias apreensivas. O temor é de que o mercado, que está aquecido, sofra retração das vendas.

Os aumentos variam de 3,98% até o máximo de 9,98%. O repasse às concessionárias foi feito no mesmo dia em que venceu o prazo do compromisso dos fabricantes de não alterar tabelas durante 60 dias, em troca da redução de impostos.

Até o final do mês, vencem os benefícios de redução do Imposto sobre Produto Industrializado

(IPI) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em São Paulo. Com isso, os aumentos podem chegar até a 25%.

Na Meta Veículos, concessionária Fiat, montadora que teve o menor e o maior índice de reajustes, respectivamente, 3,98% e 9,98%, variando de carro para carro e dentro desta faixa, o clima é de expectativa. De acordo com o vendedor da Meta, Ruy Karg, 37 anos, houve uma equalização entre os modelos. "Todos tiveram aumentos, exceto uma versão do Marea (ELX, 142 cv)". O maior aumento, de 3,98%, foi do Fiat Siena "popular", de seis marchas. O maior foi para o Fiat Marea Turbo, que aumentou 9,98%.

A concessionária estará praticando a tabela antiga até o final do estoque, de aproximadamente 90 carros. O movimento de vendas estava "interessante", segundo Karg. Por causa deste aumento, em princípio, o vendedor acredita que o mercado sentirá uma retração, "mais quem precisa do carro vai ter que comprar".

Já o proprietário da Simão Ford, Nilson Simão, 60 anos, informou que a montadora divulgou o seguinte aumento: 7,8% para a linha de veículos populares como o Ford Ka, de 1000 cilindradas, e 9,6% para os demais modelos, não populares, como o Ford Escort.

Para Simão, este aumento é "suportável, mais sempre acaba afetando". A queda estimada nas vendas, se ficar somente neste aumento, deve variar entre 10% e 20%. Por causa do mercado em alta, os estoque da concessionária, que normalmente conta com 80 carros, hoje é de cerca de 30 carros. Mesmo não acreditando no possível aumento de até 25%, Simão diz que se ele vier a ocorrer, será "o suicídio" do setor.

A marca Chevrolet teve aumentos de 7,8% na linha popular, como os modelos Corsa, e de 9,6% nos demais veículos. Segundo o gerente de vendas de veículos novos da revenda Chevrolet Amantini Veículos, Fernando Vieira de Mello, 37 anos, o aumento e o impasse no acordo do IPI e ICMS, devem diminuir as vendas. "Caso venha a ter o aumento do IPI e do ICMS, acredito que a gente irá voltar aos patamares de fevereiro, que foi o pior mês", completou. Como as vendas de abril foram fortes, segundo o gerente, o estoque está bastante reduzido, restando poucas unidades disponíveis com a tabela antiga.

A Volkswagen, de acordo com a revenda Baurucar, oficialmente não havia divulgado até o final da tarde de ontem nenhum índice de reajuste. A expectativa é de que o aumento fique próximo dos 9%.

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