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Adriana Rota
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Dengue e tuberculose são preocupações da Secretaria Estadual de Saúde

Dengue e tuberculose são preocupações da Secretaria Estadual de Saúde

Texto: Adriana Rota

Evitar a propagação da dengue e da tuberculose. Essa é uma das maiores preocupações da Secretaria Estadual da Saúde, de acordo com o titular da pasta, José da Silva Guedes. O secretário concedeu uma entrevista coletiva

à imprensa na Casa do Médico antes de dirigir-se para o Obeid Plaza Hotel para dar início ao seminário de ampliação do programa Dose Certa, conforme publicado ontem pelo JC.

Guedes chamou a atenção para a rapidez com que essas doenças se propagam. Com relação à dengue, segundo ele, o primeiro caso foi notificado na cidade de Guararapes em 1987 e hoje já atinge cerca de 445 municípios. O secretário acredita que a melhor forma de combater a doença é através da concientização da população. "Não basta lutar para reduzir a quantidade de mosquito, é preciso sensibilizar a população".

Essa emergência existe porque, em geral, nos países que passaram por epidemias cerca de 15 anos depois da introdução da dengue apareceu a forma hemorrágica. "Mais de um vírus basta para desencadear o problema e nós já temos o tipo A e o tipo B", salientou. "Houve confirmação de um caso na cidade de Riolândia, região de São José do Rio Preto. Por sorte, a garota de 13 anos sobreviveu. Mas não dá para contar com sorte porque a dengue hemorrágica não é apenas chata, ela mata".

Outro ponto que merece atenção, na opinião de Guedes, é a questão da tuberculose, que necessita de diagnóstico rápido para evitar problemas maiores tanto para o paciente quanto para o sistema de atendimento, porque a prevenção ou o combate rápido é sempre menos oneroso que o tratamento. "Mais que duas semanas de tosse e febre exige o atendimento médico", alertou. O secretário, também, chamou a atenção para o fato de que muitos pacientes abandonam o tratamento após obter os primeiros resultados, o que pode complicar o quadro.

Guedes lembrou, ainda, que a Secretaria vem obtendo resultados positivos, como a diminuição da mortalidade infantil, principalmente no perído das quatro primeiras semanas de vida, geralmente relacionadas à falta de acompanhamento pré-natal e assistência ao parto. Após esse primeiro mês, são as doenças infecciosas causadas por falta de higiene e tratamento de água que mais atingem as crianças. Essas doenças podem ser evitadas através da aplicação de vacinas, o que vem sendo feito.

Quanto a uma possível retomada nas obras no Hospital Regional, paralisadas desde outubro de 1994 sob alegação de falta de verbas, o secretário preferiu não fazer nenhuma previsão, já que outros municípios como Araras e Santo André também permanecem na fila. Ele afirmou que a partir de 1993 foram feitos estudos aprofundados sobre a situação de 23 hospitais inacabados, optando-se por reiniciar as obras naqueles cujos municípios mais necessitavam de leitos e levariam menos tempo para ficarem prontos. Desse total, 11 já foram reformados, dentre eles o de Sumaré, de Itapevi e de Itapecerica da Serra e seis estão funcionando. Os demais deverão ser entregues num prazo de dois meses.

Com relação à implantação do Cartão Único de Saúde, um projeto que visa identificar a procedência do paciente através de cartões magnéticos a fim de melhor dimensionar os recursos para os Estados, os cartões estão sendo desenhados e será necessário passar por um processo de licitação para a escolha da empresa que cuidará de sua feitura. Não há previsão para o início do uso dos cartões.

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