Acusado de tráfico é preso em Bocaina
Acusado de tráfico é preso em Bocaina
Texto: Fábio Grellet
Bocaina - Édson Alves dos Santos, conhecido como Decinho, 26 anos, foi preso, por volta das 20 horas de quinta-feira, quando entrava em sua casa, na bairro Xérxis Bartelotti, em Bocaina. Segundo policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Jaú, ele portava maconha, e guardava em sua casa outra quantia da droga. Ao todo, estavam sob sua guarda aproximadamente 300 gramas do entorpecente.
Os policias já investigavam Santos e, dispondo de indÃcios de que ele estaria envolvido com o tráfico de drogas, haviam obtido um mandado de busca e apreensão, documento emitido pelo juiz de direito e necessário para autorizar a entrada dos policiais na casa de qualquer suspeito - no caso, o investigado.
Quando abordado, na entrada da residência, Santos ofereceu resistência, mas foi revistado e, em seguida (já de posse da maconha encontrada junto ao suspeito), os policiais entraram em sua residência, em busca de outros produtos que indicassem seu envolvimento com o tráfico. Foram encontrados alguns pacotes de maconha, material para embalar a droga, um rádio HT receptor e transmissor e R$ 120, que a polÃcia suspeita serem provenientes de tráfico.
Santos foi preso e permanece na Cadeia Pública de Bocaina, onde vai aguardar decisão judicial. Ele será indiciado por tráfico de entorpecentes (tipificado pelo art. 12 da lei 6.368/76), pelo crime de resistência (previsto no art. 310 do Código Penal) e, ainda, pelo crime previsto no art. 10 da lei 9.437/97, que dispõe sobre o porte de armas. Esse último enquadramento acontece porque Santos, segundo a polÃcia sabia com antecedência, possuÃa uma arma, que foi encontrada posteriormente. Ele havia pedido a um conhecido, chamado Luiz ApolÃnio de Toledo, para guardá-la, e este foi encontrado na manhã de ontem. Em seu carro, um Corcel, Toledo guardara a arma.
Toledo, por guardar a arma, também foi indiciado por infringir a lei 9.437/97. Depois de tomado seu depoimento, porém, Toledo foi liberado, mesmo sem pagar fiança, porque os policiais se convenceram de que ele havia ficado com a arma de Santos por mera boa-vontade, conforme disseram.