Izzo entra com mais dois habeas-corpus
Izzo entra com mais dois habeas-corpus
Texto: Josefa Cunha
O prefeito cassado Antonio Izzo Filho, embora foragido há mais de dois meses, continua tentando livrar-se da prisão decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Há cerca de um mês, ele entrou com mais dois pedidos de habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), arrolando outras pessoas - todas indiciadas pelos atentados à bomba contra vereadores - como beneficiárias do recurso. Ao todo, foram requeridos quatro habeas-corpus, três dos quais ainda em tramitação.
O primeiro pedido deu entrada antes do primeiro decreto de prisão, no dia 3 de março. No dia 15 do mesmo mês, foi apresentado o segundo habeas-corpus, cujo julgamento do mérito deverá ocorrer até a próxima semana. Ambos tiveram liminar negada e o advogado do acusado, Alberto Zacharias Toron, acabou desistindo do primeiro. Segundo informações do STJ, Izzo perdeu prazos em relação a esse pedido e não há outro encaminhamento senão o arquivamento do mesmo.
Já o segundo habeas-corpus requerido está em vias de uma decisão final. O processo já recebeu parecer do Ministério Público e está na pauta de análise do ministro José Arnaldo da Fonseca, designado relator da matéria. O conteúdo do parecer do MP
é sigiloso, mas deve considerar como agravante o fato de Izzo estar foragido. Apesar disso, há que se ponderar que a decisão de mérito pode ainda beneficiar o ex-prefeito.
O terceiro e o quarto pedidos de habeas-corpus deram entrada no STJ no início de abril, mas não estão mais representados em nome de Toron. A nova advogada é Maria Ilda Pergentino da Silva, nome até então desconhecido na lista dos profissionais que fazem a defesa judicial do ex-prefeito. Um dos recursos já foi remetido ao MP para parecer e o outro, ainda em fase inicial, está com pedido de informações solicitado ao Tribunal de Justiça.
A assessoria de imprensa do STJ não soube informar quais são os argumentos que sustentam esses dois últimos habeas-corpus. Tudo indica, entretanto, que a advogada expôs justificativas diferentes no intuito de obter êxito. Apesar disso, o Tribunal, a exemplo das decisões anteriores, também indeferiu liminar nesses dois últimos processos.
Izzo Filho tem duas prisões preventivas decretadas: a primeira, referente à sua participação no crime de extorsão contra a Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB); a segunda, por mando dos atentados à bomba contra os vereadores. Quatro de seus ex-seguranças e assessores continuam presos, mas Izzo está desaparecido desde o final de semana que antecedeu o primeiro decreto de prisão, no dia 8 de março. De lá para cá, o ex-prefeito vem sendo procurado pela Polícia Civil e está proibido de deixar o país. Os boatos e as "visões" são muitos, mas ainda não há nenhuma pista concreta sobre o seu paradeiro.