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Márcia Buzalaf
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AHB ainda não recebeu dinheiro

AHB ainda não recebeu recursos

Texto: Márcia Buzalaf

A Associação Hospitalar de Bauru (AHB) ainda não recebeu os recursos advindo do Sistema Único de Saúde

(SUS) liberados na última quinta-feira em Brasília. De acordo com o diretor-presidente da associação, Joseph Saab, ninguém sabe onde está o dinheiro.

A quantia é o equivalente a 90% do total de recursos recebidos mensalmente pela AHB para o atendimento do SUS. Os 10% restantes estão bloqueados pela Justiça Federal para a quitação da dívida que a associação tem com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que soma R$ 20 milhões.

De acordo com Saab, se os recursos não forem liberados hoje, amanhã, o atendimento será cancelado. Ficam sendo atendidos os pacientes que atualmente estão internados. Saab diz que, sem as verbas, o atendimento público será paralisado, independentemente da greve dos funcionários, já que o dinheiro também financia os medicamentos.

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru anunciou que fará uma assembléia hoje com os funcionários, para decidir qual posição tomar frente à situação.

Saab diz que o Hospital de Base está lotado, sem nenhum leito vazio. Com a movimentação de mil pessoas por dia pelo SUS, o hospital atende 18% deste total de pacientes da região. Geralmente, estes são os casos mais graves.

"Hoje mesmo, passou uma média de 300 pacientes pela ortopedia do SUS", exemplifica.

A associação tem estoque de medicamentos para manter os hospitais durante uma média de 10 dias, sendo que na segunda-feira, foi aprovada uma compra de medicamentos para uma semana.

A paralisação das atividades caso o repasse não chegue será feita para que possa se manter os atuais pacientes internados pelo SUS. Os fornecedores de remédios, segundo Saab, já não estão mais querendo vender medicamentos ao hospital.

Uma reunião será feita hoje, na AHB, para decidir o que será feito, tanto com o cenário do bloqueio total quanto do bloqueio parcial de 10% do repasse, que também deve ter conseqÃências sérias para o atendimento da população carente, já que não há outro hospital que atenda pelo SUS em Bauru.

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