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Compra de votos

Redação
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Relatório de CEI indica CP em Agudos

Relatório de CEI indica CP em Agudos

A Comissão Especial de Inquérito apurou denúncias de tentativa de compra de votos para a eleição da Câmara Municipal

Agudos - Os vereadores Régis Soares Pauletti (PSD) e João Carlos da Silva (PSDB), o João Tatu, de Agudos, poderão enfrentar uma Comissão Processante a partir dos próximos dias e correrem, assim, o risco de ter seus mandatos cassados. Pelo menos foi essa a indicação do relatório final da CEI que investigou uma suposta tentativa de compra de votos para a presiddência da Câmara Municipal da cidade. A investigação teve início na primeira sessão legislativa do ano, quando os vereadores aprovaram a instauração de uma CEI para apurar a denúncia de tentativa de compra de voto para eleição da presidência da Câmara Municipal, ocorrida em 7 de dezembro de 98. A denúncia, no caso, foi feita pelo vereador José Aparecido de Oliveira (PDT), o Ico, no último dia 12 de janeiro. O vereador, na oportunidade, entregou ao presidente da Câmara uma gravação onde o vereador, Pauletti, aparece tentando comprar votos para a eleição da presidência da Câmara, da qual era candidato. O vereador João Tatu, seria o suposto intermediário. Pauletti e João Tatu admitem que mantiveram a conversa, mas ambos defendem que a intenção era comprovar as irregularidades cometidas pelo outro.

A instauração da CEI foi pedida por José Aparecido de Oliveira, o mesmo vereador que divulgou a gravação, na qual seu nome também é mencionado, entre outros.

O vereador José Carlos Morandini (PMDB) foi o pesidente da CEI; a vereadora Maria Vilma de Albuquerque (PSDB) foi a relatora e como membro, ficou definido o nome do vereador Lauro Marciano

(PSD).

A leitura do relatório final da CEI foi feita na sessão do dia 3 de maio, concluindo pela procedência das denúncias. Na conclusão final, além de levar o vereador Pauletti

à Comissão Processante a comissão também indicou que João Tatu passasse a figurar como reú e não mais como testemunha como ocorreu durante o transcorrer da CEI.

Pedido de CP

Ao que tudo indica, já na próxima sessão da Câmara, na segunda-feira, surgirá um pedido formal de abertura da Comissão Processante. Há rumores na cidade, inclusive, de que será pedido o afastamento dos vereadores Pauletti e João Tatu durante o período de investigação.

O fato de João Tatu ter passado de testemunha para réu, segundo a relatora da CEI, Maria Vilma de Albuquerque, é que a comissão entendeu que o vereador "também infringiu alguns preceitos... A comissão entendeu que a atitude da própria gravação clandestina e a atitude dele manter o diálogo juntamente com o Régis, sem o conhecimento do vereador Ico, também tenha sido uma infração".

Pedido de afastamento será contestado, diz Pauletti

Ele mantém a alegação que vem fazendo desde o surgimento da denúncia, ou seja, de que a gravação da fita foi uma armação para incriminá-lo.

"Tudo foi uma armação a mando de alguém. Ele diz que não, mas o vereador não teria capacidade para isso. No próprio depoimento ele diz que foi o Romuldo Prata que entregou o gravador para ele".

O vereador, faz questão de deixar claro que não

é contra a investigação sobre o caso, mas defende que outras denúncias, consideradas por ele, mais graves do que essa, também sejam investigadas profundamente pela Câmara. Ele disse ontem que se de fato for pedido seu afastamento, deverá recorrer.

Indignado com as proporções que a denúncia tomou, Pauletti indaga: "Que prejuízo financeiros aos cofres públicos esse fato denunciado traria?", questiona, acrescentando que outras denúncias surgidas relativas a supostos envolvimentos de vereadores em esquema de prestação de serviço à Prefeitura municipal, merecem igual atenção por parte da Câmara.

Outra observação feita pelo vereador é o parecer sobre as denúncias, emitido pelo assessor jurídico da Câmara, Paulo Mainini, no mesmo dia em que o relatório final foi lido na Câmara. Na avaliação de Pauletti, não compete ao assessor jurídico dar o parecer. "Deu um parecer que não é da competência dele. Um parecer nem julgando nada, já dando pela minha cassação e elogiando João Tatu".

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