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Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 4 min

Telefonica e Net discutem serviço com Procon

Telefonica e NET discutem serviço com Procon

Texto: Márcia Buzalaf

Em reunião realizada ontem com representantes da NET e da Telefonica, o Procon, órgão de defesa do consumidor, ligado à Secretaria Municipal do Bem Estar Social (Sebes) de Bauru, buscou uma solução para os problemas de qualidade de serviços com as duas empresas e, com a NET, o problema do reajuste da mensalidade.

De acordo com Luiz Alan Barbosa Moreira, 44 anos, advogado do Procon, as duas empresas estavam abertas ao diálogo, já que a pressão da mídia e dos consumidores e seus

órgãos representativos hoje em dia é muito grande.

A discussão com a empresa de tevê a cabo não ficou centrada no aumento das mensalidades anunciadas em abril. Segundo Moreira, aproximadamente nove pontos foram debatidos com os representantes da empresa.

Para o Procon, a queda do sinal, quando ocorrida, deve ser descontada na conta do assinante; a desconexão não deveria ter custo ao cliente; a multa de 10% cobrada pelo atraso na mensalidade deveria passar para 2%; e a mudança de plano - do Advanced 95 para o 98 - não teria custo para o assinante, apenas o aumento da mensalidade.

Entre as outras questões discutidas com a NET, Moreira destaca o problema dos "filmes inéditos". Em denúncia publicada pela Folha de S. Paulo no dia 28 de abril, a NET havia anunciado em sua revista 87 filmes inéditos, sendo que 14 já faziam parte da programação da tevê.

Os representantes da empresa disseram que o filme inédito entra diretamente no canal Telecine 1, e, depois, é encaminhado para os canais específicos (Telecine 2, 3, 4 e 5). Para a NET, a mudança dos filmes para os canais específicos

é suficiente para configurá-los como inéditos na revista destinada ao anunciante.

A qualidade do serviço da NET, na opinião de Moreira, deve ser questionada pelos próprios consumidores, em constantes reclamações à empresa.

O reajuste dos preços se deu porque o sinal "comprado" dos satélites pela NET mensalmente é em dólar. O que deve ser analisado, segundo Moreira, é a forma com que este reajuste se deu, ou seja, se é apenas permitido um reajuste anualmente, deve-se analisar se este aumento é legal.

A NET ficou de avaliar as propostas do Procon e enviar uma resposta até a próxima quarta-feira.

Telefonica

O superintendente de desempenho de negócios da Telefonica, Evair B. G. Morais, representante da empresa na reunião com o Procon, apresentou um estudo sobre a relação entre os consumidores da cidade e a empresa, com dados comparativos de dezembro de 98 até abril deste ano.

Para Moreira, segundo os dados apresentados, a Telefonica não está deficiente em Bauru. De acordo com a empresa, não há em Bauru nenhum plano de expansão vencido, a vencer ou congelado. Os casos isolados devem ser resolvidos diretamente com a empresa.

No atendimento dos defeitos, o Telefonica apresentou um cronograma de prazos máximos. A partir de 1 de maio, o prazo limite para responder aos problemas encaminhados é de, no máximo, cinco dias corridos. A partir de 1 de junho, o prazo passa para três dias corridos.

Na mudança de endereço para o mesmo setor, a partir de 1 de maio, o prazo máximo dado pela empresa é de 45 dias corridos; no mês de junho, o prazo passa para 30 dias corridos; e, a partir de 1 de julho, o prazo limite para a mudança no mesmo setor será de sete dias corridos.

Quando à mudança em diferentes setores, a empresa se limitou a dizer que há muita alteração de endereço na cidade, e que Bauru tem seis setores diferentes. Vale lembrar que várias reclamações de consumidores são na alteração de residência de diferentes pontos.

A quantidade de reclamações também foi apresentada pelo representante da Telefonica. De mil contas emitidas, em dezembro de 98, haviam 2,62 reclamações; em janeiro deste ano, o número sobe para 2,87; em fevereiro, atingiu o pico de 4,75 reclamações; em março, o número caiu um pouco, para 4,71; e em abril, fechou em 3,2 reclamações por mil contas emitidas. O teto máximo de reclamações permitidos pela Agência Nacional de Telecomunicações

(Anatel) é de cinco reclamações por mil cobranças enviadas.

O Procon vai encaminhar as reclamações individuais a Telefonica para uma análise dos casos pela empresa em um prazo de cinco dias úteis.

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