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Abuso sexual

Ieda Rodrigues
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Caso dos menores nus em fotos é considerado hediondo

Caso dos menores nus em fotos é considerado crime hediondo

Texto: Ieda Rodrigues

A prisão temporária de Edson José Ribeiro, 36 anos, acusado de abuso sexual e corrupção de menores, foi estendida para 30 dias porque o crimes foram considerados hediondos. A prisão temporária de Ribeiro, concedida na última terça-feira, era de cinco dias. A prorrogação da prisão temporária foi concedida pelo juiz corregedor de Bauru, Evandro Kato.

Na casa de Ribeiro, na Vila Garcia, foram encontradas mais de 700 fotos que mostram menores nus e mantendo relações sexuais entre si e com ele. Ribeiro confessou à polícia que tirava as fotos dos menores, mas negou que as vendia. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru, onde o caso foi registrado, já não tem mais dúvidas de que mais pessoas estão envolvidas no crime.

Também já se sabe que o número de menores envolvidos é bem maior do que os 16 anteriormente identificados através das fotos. O delegado da DDM, Dinair José da Silva, disse que o inquérito do caso, que já tem mais de 150 folhas, tem elementos suficientes para que os crimes os quais Ribeiro é acusado fossem considerados hediondos.

Os crimes hediondos, conforme explicou o delegado, não admitem pagamento de fiança e nem cumprimento de pena em regime aberto ou semi-aberto. Silva espera concluir o inquérito até o próximo dia 10, quando vencerá os 30 dias da prisão temporária, e pedir a prisão preventiva de Ribeiro.

Ontem, a DDM ouviu mais pais e menores envolvidos no caso das fotos. Uma mãe, segundo o delegado, ficou tão exaltada com seu filho ao vê-lo nu nas fotos que foi preciso os funcionários da delegacia intervir para que ela não o agredisse.

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