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Campanha contra Aids

Redação
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Campanha de pré-escola estão na nova campanha contra a Aids

Crianças de pré-escola estão na nova campanha contra a Aids

- em abordagem diferenciada, elas serão orientadas sobre o preconceito -

Alunos de pré-escola e primeiro grau; adolescentes e adultos jovens; mulheres (sobretudo gestantes); trabalhadores em geral, em especial os servidores municipais; viciados em drogas, principalmente as injetáveis. Estes são os diversos segmentos da população a que se destina a nova fase do programa municipal de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis)/Aids, a ser viabilizada após formalização de convênio entre a Secretaria de Saúde, SMS, e o Ministério da Saúde.

O acordo será publicado no Diário Oficial da União, DOU, até junho, segundo as expectativas dos técnicos. Deverá prever o repasse de 234 mil reais ao município, através do programa específico do Ministério. Esses recursos foram oferecidos pelo Banco Mundial, BIRD. A contrapartida do município será a aplicação de 58 mil reais. Além da Aids, o programa será voltado para a prevenção de diversas doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis congênita, gonorréia e outras.

Conforme a coordenadora do programa municipal, Elaine Monteiro, a aplicação do projeto se dará a partir da oficialização do repasse, com expectativa inicial de se estender até dezembro. No caso das escolas, primeiro público a ser trabalhado, estão previstas oficinas preparatórias para professores, a fim de que eles se transformem em agentes multiplicadores da informação.

A linguagem para crianças da pré-escola será diferenciada, abordando especialmente a questão do preconceito - uma vez que é cada vez maior a convivência social de crianças e jovens infectados pelo HIV. No caso de adolescentes de sétima e oitava séries, as orientações serão concentradas na prática do sexo seguro propriamente dito, já que a vida sexual ativa está se iniciando.

Outra atuação considera prioritária

é a ser desenvolvida junto às mulheres. As gestantes serão estimuladas a se submeter ao teste de HIV através da rede municipal de saúde. As mulheres que não estiverem grávidas serão encaminhadas ao teste no caso de suspeitas de contágio por parte do médico.

Há, ainda, um terceiro segmento onde será pedido o exame. São os pacientes de tuberculose, que é uma das doenças oportunistas que aparece nos infectados pelo HIV, debilitados em seu sistema imunológico. Para se conhecer se esses pacientes estão contaminados pelo vírus da Aids, todos farão os testes através da rede básica de saúde.

Em todos os segmentos da campanha, o trabalho será desenvolvido com a participação de vários setores, da administração municipal, estadual ou da iniciativa privada. Nas escolas, a Secretaria Municipal da Educação e a Delegacia de Ensino serão acionadas. No caso das mulheres, participará o programa municipal de saúde da mulher.

Na atuação junto aos trabalhadores, haverá participação de várias Secretarias e também das Regionais Administrativas. E junto aos viciados, a atuação se dará com a participação do Naps, Núcleo de Apoio Psico-Social, mantido pela SMS.

A coordenação do programa de DST/Aids utilizará cartazes, folders, folhetos e out-doors, entre outros recursos, para divulgação das informações e orientações à população. A nova etapa da campanha compreenderá ainda a capacitação das equipes multidisciplinares do programa, a implementação da vigilância epidemiológica e a implantação de novos programas de informática no setor de estatística da SMS.

Estoques

Os estoques de preservativos distribuídos pela SMS são suficientes para três meses, segundo cálculos dos técnicos. A reposição depende do repasse de verba do Ministério da Saúde.

Quanto aos estoques do coquetel de medicamentos oferecidos gratuitamente aos pacientes de Aids, não há faltas porque o conjunto de produtos utilizados atualmente é bastante grande, e quando uma determinada substância não está disponível, outra equivalente a pode substituir.

"Em situações de falta, fazemos a adaptação", diz.

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