Profissionais adotam e atestam resultados
Profissionais adotam e atestam resultados
Texto: Sabrina Magalhães
Universidade de São Carlos criou um Núcleo de pesquisa sobre Self-healing quando uma professora apresentou melhora de 90% em sua distrofia muscular
A Universidade Federal de São Carlos (UFScar) criou, em 1991, o Núcleo de Pesquisa e Assistência em Self-healing
(Napes), onde alunos e professores aplicam técnicas de auto-cura em pacientes inscritos. Segundo os professores, os resultados são indiscutíveis.
"Nós conhecemos o método através de uma professora nossa que é portadora de distrofia muscular progressiva. Ela trabalhava conosco quando sua doença começou a evoluir drasticamente e ela decidiu ir em busca de tratamentos alternativos. Foi quando ela conheceu o Self-healing. Ela passou um ano dos Estados Unidos se tratando e fazendo o curso de formação no método. Quando voltou, apresentava uma melhora de 90% em seu quadro. Uma melhora dão drástica que a gente resolveu iniciar um trabalho aqui", contou a professora Jussara Pinto.
Segundo ela, os resultados são visíveis e aparecem em pacientes que têm doenças degenerativas às quais a Medicina convencional não tem ainda solução.
Questionada a respeito da contestação dos médicos, apesar do método já existir há quase 30 anos, com milhares de casos relatados, a professora explicou que o objetivo do trabalho no Napes é exatamente comprovar os resultados através de mecanismos aceitos pela classe médica.
"Agora, em qualquer profissão há competição pelo mercado de trabalho. Vários médicos, até bem pouco tempo, contestavam veementemente a Acupuntura, que está no Brasil desde o começo do século. Agora, que os benefícios da Acupuntura já estão devidamente comprovados, eles dizem que é privilégio deles, que só um médico formado é que está autorizado para colocar agulhas em alguém. Deixou de ser uma coisa que não funciona para ser um procedimento exclusivamente médico. É a concorrência."
Relatos profissionais
José Otávio Pompeu e Silva formou-se terapeuta ocupacional pela UFScar. Durante seu período de estágio, desenvolveu diversos trabalhos, vários deles desenvolvidos nos departamentos da própria Universidade, como junto aos alunos da Computação.
"Nós percebemos muita gente com dor de cabeça, dores nos ombros, pescoço. E são coisas simples de sanar, por exemplo, você nunca deve ficar mais do que dois ou três minutos olhando para o monitor. Para sanar isso, colocamos calendários e gravuras em diferentes pontos da sala. A cada dois ou três minutos, o pessoal tinha que desviar os olhos para uma daquelas gravuras, cada vez a uma distância diferente. Bastavam alguns segundos."
Ele explicou que o ideal seria ter uma janela que permitisse ver o horizonte distante. Ele alega que o aparelho visual foi criado para ser usado em ambientes amplos. O ser humano é que restringe seu campo de visão cada vez mais, fechando o foco. "Então, de tempos em tempos você levanta, mexe o corpo um pouco, olha ao longe e retorna ao trabalho. E nunca deve ficar mais do que 40 minutos direto diante de um computador."
Outra dica do terapeuta é piscar. Segundo ele, a região dos olhos é formada por inúmeros músculos pequenos. Permanecendo com os olhos abertos por muito tempo, esses músculos ficam tensos. Piscando, eles relaxam. "Certa vez, atendi a um paciente que tinha perdido uma visão e estava com uma doença degenerativa no outro olho. Depois de seis meses aplicado o Self-healing, até o médico dele assustou. O paciente que tinha antes menos que 20% de visão, chegou a 100% da visão normal."
Prevenção
Os profissionais que adotaram o Self-healing, além de apresentar inúmeros casos de melhoras expressivas, são unânimes em afirmar que o método é capaz de prevenir diversas doenças, principalmente as da senilidade. Eles alegam que o mundo moderno tende a obrigar o indivíduo a usar determinadas funções do corpo no limite, menosprezando outras. Com isso, aquilo que sempre foi bem "desenvolvido" acaba sendo sacrificado, refletindo seus cansaço em uma doença.
"Por exemplo, pacientes de pólio. Eles aprendem a aproveitar o que eles têm de mais forte no corpo. No começo isso funciona como milagre, as pessoas com paralisia podiam funcionar quase normalmente. Só que 20 ou 30 anos mais tarde, o desequilíbrio causa dores nas articulações, problemas de respiração, recorrência dos sintomas da pólio. Na verdade, podemos usar o que há de forte, mas potencializando também o que está fraco, mesmo que com movimentos quase insignificantes. Isso distensiona as partes fortes e melhora o funcionamento do todo", destacou Schneider.