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Asfalto

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 3 min

Asfalto sem galerias revolta moradores do Parque São João

Pavimentação sem galerias revolta Parque São João

Texto: Adriana Amorim

O asfaltamento do núcleo habitacional Parque São João, localizado na região oeste da cidade, sem a instalação de galerias de águas pluviais revoltou os moradores da região. Eles alegam que a administração municipal prometeu não realizar pavimentações na cidade sem antes implantar toda a infra-estrutura.

As casas do núcleo já estão prontas e as obras de pavimentação começaram há cerca de dois meses. Guias e sargetas estão concluídas e o cascalho também está espalhado nas ruas, faltando apenas a colocação do piche. Segundo os moradores, parte do material depositado nas ruas foi carregada pela força das enxurradas da chuva que atingiu a cidade há cerca de vinte dias. A água desce da parte mais alta da rua José Chaves de França, atinge as quadras de terra e desemboca nos trechos que agora estão sendo asfaltados.

Os moradores acreditam que a rua será afetada pela enxurrada novamente e que o asfalto sofrerá danos. "Vai ser serviço perdido porque, como já aconteceu antes, quando chover o asfalto será levado", argumenta o técnico Carlos Roberto Pires.

Para a população da região, a pavimentação não deveria ter sido iniciada antes da implantação das galerias. Os moradores acreditam que deveria ser colocada infra-estrutura pelo menos a partir do cruzamento das ruas Maria Gonçalves Joaquim e José Chaves de França.

Promessa não cumprida

"Os secretários e a Prefeitura falaram uma coisa e estão fazendo outra", denuncia o presidente da associação de moradores do bairro, Osvaldyr Martins. Ele garante que recebeu promessas de implantação de galerias no bairro antes da pavimentação. "As promessas não estão sendo cumpridas e não está havendo fiscalização adequada".

A dona-de-casa Doraci Antonio dos Santos Silva, residente da quadra 4 da rua Alfredo Rodrigues de Souza, já sentiu os prejuízos com a pavimentação inadequada. Para realizar o asfaltamento, foi retirado um obstáculo de terra colocado no meio da rua José Chaves de França, que servia para frear a velocidade da enxurrada. Sem o monte de terra, a água da chuva chegou à casa de vários moradores.

"Eu moro há dois anos aqui e antes dessa obra ter começado não tinha acontecido nenhum problema", afirma a dona-de-casa. A enxurrada atingiu um terreno, entrou na casa de seu vizinho - que se mudou do local depois dos prejuízos

- e atingiu a sua residência. "Não perdemos nada, mas tivemos que pedir para levantar o muro bem rápido porque senão iríamos ter mais prejuízos".

Secretaria de Obras diz que não teve recursos

O secretário de Obras, Leandro Joaquim, confirmou ontem que apenas um quadra do Parque São João recebeu galerias de águas pluviais e argumenta que a secretaria não teve recursos para implantar a toda a infra-estrutura.

Segundo ele, há necessidade de instalação de cerca de mil metros de galerias e a Prefeitura não possui atualmente material para a realização da obra completa. Além disso, não dispõe de maquinário e as equipes estão dando prioridade à recuperação de pontos críticos da cidade, como a avenida Cruzeiro do Sul.

Joaquim afirmou que o asfalto que será implantado no Parque não corre o risco de ser levado pelas enxurradas e que não será necessário arrebentar a pavimentação para a futura colocação das galerias. "Nós faremos estudos, mas não será preciso estragar o asfalto", garante. Não há, porém, data prevista para a implantação das galerias nesse trecho.

(AA)

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